Associação da Baixa Pombalina condena violência no Rossio e no Mercado da Praça da Figueira
A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) condenou esta domingo os atos de violência ocorridos na noite de sábado no Rossio e, em particular, no Mercado da Praça da Figueira, espaço por si organizado.
Em comunicado, a associação afirma respeitar plenamente o direito à manifestação, enquanto direito fundamental de uma sociedade democrática. No entanto, manifesta “profunda preocupação e veemente condenação” pelos comportamentos registados, nomeadamente a invasão do espaço do mercado por manifestantes, que retiraram mesas e bancos das baias.
Segundo a ADBP, a situação colocou em risco a segurança das instalações, dos comerciantes e a própria continuidade da atividade do mercado. A intervenção da segurança privada presente no local terá evitado consequências potencialmente mais graves.
“O direito à manifestação não pode justificar comportamentos que coloquem em risco pessoas, bens e atividades económicas. É possível defender causas e expressar opiniões sem recorrer à violência, à intimidação ou à destruição do trabalho de quem diariamente contribui para a vida da cidade”, sublinha o comunicado.
A associação alerta para as consequências económicas e sociais destes episódios em toda a Baixa-Chiado, zona onde milhares de trabalhadores desenvolvem a sua atividade e onde centenas de micro, pequenas e médias empresas lutam pela sustentabilidade. “A repetição destes episódios compromete a confiança dos consumidores, afasta visitantes e turistas e pode traduzir-se numa quebra de vendas num período particularmente importante para o comércio independente. Estão em risco, neste momento, milhares de postos de trabalho”, afirma a ADBP.
A situação gera igualmente preocupação junto das unidades hoteleiras da zona, cuja atividade depende da segurança e atratividade do território histórico. A Baixa de Lisboa, realça a associação, é um espaço de encontro, comércio, cultura e convívio que deve ser preservado e respeitado por todos.
A ADBP apela ao sentido de responsabilidade de todos e à adoção de medidas que garantam a segurança de pessoas e bens e previnam a repetição de situações semelhantes. “Defender a liberdade de manifestação é também defender o direito ao trabalho, de empreender e viver em segurança”, conclui.
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