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Proporção de pessoas com seguro de saúde há menos de um ano subiu para 11% em 2025

Proporção de pessoas com seguro de saúde há menos de um ano subiu para 11% em 2025

A proporção de portugueses que têm um seguro de saúde há menos de um ano subiu para 11%, o que representa um aumento de 1,5 pontos percentuais face a 2024. Este crescimento indica um maior dinamismo e uma procura renovada por estes produtos. Quem o diz é a ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, no seu Observatório dos Seguros de Saúde
O setor dos seguros de saúde em Portugal continua assim a ganhar relevância como complemento essencial ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), revelam os resultados do 3.º Inquérito à População realizado pelo Observatório dos Seguros de Saúde.
A edição de 2025 do estudo mostra um mercado estável, mas com claros sinais de renovação.
Uma das principais novidades do inquérito é a análise detalhada da comparticipação dos seguros nas despesas com cuidados privados. Entre os inquiridos que recorreram a serviços hospitalares, clínicas e consultórios privados, os seguros de saúde suportaram 88% dos episódios de urgência e 86% das consultas de medicina geral e familiar. Já na medicina dentária — o serviço privado mais utilizado (71% dos inquiridos tiveram pelo menos uma consulta) —, a comparticipação desce para 65%, refletindo em muitos casos o recurso a mecanismos de reembolso.
Os dados confirmam que mais de metade da população portuguesa beneficia de algum tipo de proteção em saúde: 33% têm seguro de saúde, 21% usufruem de um subsistema complementar e 14% aderiram a planos de saúde. Os valores mantêm-se praticamente inalterados em relação ao ano anterior. A cobertura continua a ser mais frequente entre indivíduos mais jovens, com maior nível de escolaridade e rendimentos mais elevados. Em metade dos casos, o seguro estende-se a todo o agregado familiar, reforçando o seu papel na proteção financeira das famílias.
A dificuldade de acesso ao SNS continua a ser o principal motivo para a contratação de um seguro de saúde, indicado por 36% dos inquiridos. O valor médio suportado pelos beneficiários (ou pelo agregado familiar) mantém-se estável nos 102 euros mensais. Em 39% das situações, a entidade empregadora assume parte ou a totalidade do custo do seguro.
A satisfação com os seguros de saúde permanece elevada. Os consumidores atribuíram, em média, 8,0 pontos numa escala de 1 a 10 à sua experiência global, destacando a confiança e a perceção de qualidade dos produtos.
“Os resultados do 3.º Inquérito à População mostram um setor que combina estabilidade estrutural com sinais claros de renovação, ao mesmo tempo que consolida a sua importância como instrumento de proteção financeira e de acesso mais célere aos cuidados de saúde”, sublinha o Observatório.
O terceiro Inquérito à População foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 junto de uma amostra representativa de 800 residentes em Portugal com 18 ou mais anos. A margem de erro para as proporções é de 3,5 pontos percentuais. O questionário, com cerca de 70 questões, abordou três grandes temas: práticas de consumo de seguros de saúde, acessibilidade aos cuidados de saúde e satisfação com os sistemas de financiamento (SNS e seguros).
As entrevistas foram efetuadas por telefone, através do sistema CATI, com uma duração média de 12 minutos.
O Observatório dos Seguros de Saúde resulta de uma parceria entre a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e a Universidade Nova de Lisboa. Integrado no Portal dos Seguros de Saúde, o Observatório disponibiliza métricas e indicadores sobre o setor através de um dashboard interativo suportado em Microsoft Power BI. As atualizações regulares estão previstas para julho e dezembro de cada ano

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