Tempos perigosos
Vivemos tempos perigosos. As guerras da Ucrânia e, sobretudo, do Irão, trouxeram à tona vários fenómenos preocupantes.
No nosso rectângulo, surgiram dezenas de especialistas nas três áreas de conhecimento da actualidade: a geoestratégia militar, a sociedade americana e a indústria do oil & gas.
Curvamo-nos, diariamente, perante tanta sapiência que desabrochou no país.
As televisões aumentaram os seus resultados operacionais, com horas de emissão a custo zero.
A Europa tomou consciência da sua progressiva e continuada irrelevância mundial.
A nível económico, militar, tecnológico e industrial.
Suportada na presunção duma superioridade civilizacional, que ninguém lhe atribuiu, enredada na agenda woke, com uma política energética irracional, definida por uma adolescente sueca, rica, mimada e ignorante, numa perda constante de competitividade.
Apostando nos serviços, com uma política de imigração desastrosa, sem um programa de reindustrialização, ousado e coerente.
A desorientação dos dirigentes da União Europeia, os burocratas de Bruxelas que ninguém elegeu, é visível todos os dias, com avanços e recuos ao sabor das circunstâncias.
A comunicação social europeia evidencia um enviesamento permanente, antiamericano e antissemita.
Quem não insulta Trump, Putin e Netanyahu não é bom cidadão.
As únicas posições sensatas, construtivas e corajosas, vieram de França.
A Alemanha começa a acertar o passo.
Inglaterra é uma desilusão.
O papa responde à provocação dum líder político provocador, com uma réplica típica dum líder político populista.
Perdeu-se o recato e o refúgio espiritual para os católicos.
Entretanto, a China prossegue o seu caminho de afirmação como a nova grande potência mundial.
Reforçando a sua capacidade militar, tecnológica e industrial.
Já destruiu a indústria automóvel europeia.
Outras se seguirão.
Tem uns parques fotovoltaicos e eólicos, para a fotografia.
Decidiu, recentemente, duplicar a sua potência instalada em centrais nucleares.
A sua competitividade industrial tornar-se-á imbatível.
Vivemos tempos perigosos e difíceis.
O futuro não se constrói com insultos e gritaria.
Constrói-se com recato, reflexão, estudo e decisões ponderadas.
Receio que a Europa não tenha aprendido nada com estes acontecimentos recentes.
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