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Investigadora da Católica recebe medalha da Sociedade Britânica de Parasitologia

Investigadora da Católica recebe medalha da Sociedade Britânica de Parasitologia

Sara Silva Pereira, investigadora do Católica Biomedical Research Centre (CBR) e docente na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP), foi distinguida com a BSP President’s Medal, o mais alto prémio científico para jovens investigadores de excelência atribuído no Reino Unido na área da parasitologia.
Trata-se da segunda vez que esta distinção é atribuída a uma investigadora fora do Reino Unido.
“É uma honra receber esta distinção, que reforça a relevância do trabalho que desenvolvemos no CBR e motiva a minha equipa para continuar a explorar os mecanismos de sobrevivência dos tripanossomas,” afirma Sara Silva Pereira.
“Compreender estes processos é fundamental para desenvolver estratégias mais eficazes para controlar doenças infeciosas negligenciadas que continuam a afetar milhões de animais e pessoas”, acrescenta.
Sara Silva Pereira lidera desde 2023 o Laboratório de Interações Parasita – Vasculatura, integrado no Católica Biomedical Research Centre, onde investiga a forma como os tripanossomas africanos, parasitas responsáveis pela doença do sono, interagem com os hospedeiros mamíferos – gado e humanos -, com especial foco nas células que revestem os vasos sanguíneos, as células endoteliais.
A equipa de Sara Silva Pereira integra abordagens computacionais e de biologia da infeção com sistemas de bioengenharia de tecidos, que permitem recriar ambientes fisiológicos mais próximos dos cenários reais de doença. O objetivo último da investigação que lidera é compreender como os tripanossomas conseguem sobreviver no hospedeiro, abrindo caminho para o desenvolvimento de novas terapias.
Criado em 2019, a BSP President’s Medal é um prémio anual para reconhecer cientistas “em início de carreira que tenham produzido investigação de qualidade internacional, tenham gerado impacto tangível na área da parasitologia e demonstrem potencial para se tornarem líderes mundiais neste campo científico”.

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