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Revolut pondera dupla cotação nas bolsas de Nova Iorque e Londres

Revolut pondera dupla cotação nas bolsas de Nova Iorque e Londres

O presidente executivo da Revolut avançou que a empresa está a avaliar uma entrada em bolsa em Nova Iorque e Londres, ficando cotada nos dois mercados, embora a opção preferida continue a ser a bolsa nova-iorquina.
“Na realidade, estamos atualmente a planear uma dupla cotação, na Bolsa de Londres e no Nasdaq”, afirmou Nik Storonsky numa entrevista ao jornal francês “Les Échos”.
A ‘fintech’ britânica detalhou assim os planos para iniciar a negociação das suas ações nos dois lados do Atlântico, após um ano marcado pela expansão internacional e pela obtenção de licenças bancárias em países como Reino Unido, México, Austrália, Lituânia, França e Colômbia.
A empresa recebeu também aprovação condicional para uma licença bancária nos Estados Unidos, bem como uma licença de pagamentos nos Emirados Árabes Unidos e outra para operar no Perú.
Apesar dos planos para uma dupla cotação, Nik Storonsky confirmou que o principal objetivo continua a ser os Estados Unidos, um mercado “maior”, que reúne “investidores institucionais, fundos de cobertura, gestores de fundos e um número considerável de investidores particulares”.
“Temos, portanto, a opção de vender num mercado pequeno, com poucos compradores, ou num mercado gigantesco, com muitos compradores que irão competir intensamente pelas nossas ações. Por isso, sim, preferimos os Estados Unidos”, afirmou o presidente executivo da Revolut.
Um porta-voz da Revolut confirmou à Europa Press as intenções da empresa, ressalvando, contudo, que Nik Storonsky “apresentou esta possibilidade” como uma opção a ser avaliada e “que, naturalmente, está sujeita às condições do mercado”.
De acordo com o mais recente relatório anual da Revolut, a ‘fintech’ registou em 2025 lucros antes de impostos de 2,3 mil milhões de dólares (1,99 mil milhões de euros) e receitas de 6 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros), o que representa um aumento dos proveitos de 46% face ao ano anterior.
Atualmente, a instituição conta com mais de 80 milhões de clientes e depósitos totais de 67,5 mil milhões de dólares (58,49 mil milhões de euros), tendo indicado que espera ultrapassar os 100 milhões de clientes até meados de 2027.

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