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Cibersegurança: quando proteger dados é proteger pessoas

Cibersegurança: quando proteger dados é proteger pessoas

A forma como lidamos com o dinheiro mudou profundamente nos últimos anos. Operações bancárias, pagamentos, crédito ou gestão de contas fazem-se hoje, muitas vezes, a partir de um telemóvel ou computador. Esta digitalização trouxe rapidez e conveniência, mas também um novo conjunto de desafios. Num contexto em que a vida financeira se torna cada vez mais online, proteger dados passou a ser indissociável de proteger pessoas.
Os números ajudam a perceber a dimensão do fenómeno. Em Portugal, o aumento é brutal. De 2021 para 2022 registou-se um aumento de 73% no número de denúncias. De 2022 para 2023, 137%. De 2023 para 2024, 36%. A tendência não é apenas nacional: a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) identifica o setor financeiro como um dos principais alvos de cibercrime em toda a União Europeia.
Proteger a informação
Este contexto reforça a importância da cibersegurança como um pilar central da confiança financeira. Instituições que lidam diariamente com informação sensível têm hoje a responsabilidade de proteger dados, sistemas e transações, garantindo que a inovação digital não compromete a segurança dos utilizadores.
Para famílias e pequenas e médias empresas, este desafio é particularmente relevante. Muitas vezes, os ataques exploram falhas simples, como mensagens fraudulentas, links falsos ou tentativas de recolha de dados pessoais, que podem ter consequências financeiras significativas. Por isso, a prevenção tornou-se tão importante quanto a própria tecnologia de proteção.
A literacia digital desempenha aqui um papel fundamental. Conhecer os principais tipos de fraude online, adotar boas práticas de segurança e saber identificar sinais de alerta são passos essenciais para reduzir o risco. Pequenos gestos, como verificar a origem de comunicações, utilizar palavras-passe seguras ou evitar partilhar dados sensíveis em canais não oficiais, fazem hoje parte da gestão responsável da vida financeira.
É neste enquadramento que a cibersegurança assume um papel cada vez mais estratégico para instituições financeiras como a Cofidis. A proteção de dados de clientes e parceiros faz parte integrante da relação de confiança que sustenta o ecossistema financeiro digital. Para além de investir em sistemas tecnológicos de proteção e monitorização, a empresa aposta também na sensibilização e na informação, ajudando a reforçar a consciência digital de quem utiliza os seus serviços.
Mais do que um tema tecnológico, a segurança digital é hoje uma questão de responsabilidade partilhada. Instituições financeiras, empresas e utilizadores têm todos um papel na construção de um ambiente digital mais seguro. Num mundo onde a vida financeira acontece cada vez mais online, proteger dados é, em última análise, proteger pessoas e preservar a confiança que sustenta todas as relações financeiras.
Cláudio Pimentel, Diretor de Sistemas de Informação da Cofidis
3 perguntas a Cláudio Pimentel, Diretor de Sistemas e Informação da Cofidis
1. Porque é que a cibersegurança é hoje um pilar central da confiança no setor financeiro digital?
Durante muito tempo, a confiança no setor financeiro baseou-se na relação e na marca. Hoje depende também da capacidade de proteger. Com a digitalização, a confiança passa a ser testada todos os dias. Basta uma falha para a destruir. Por isso, a cibersegurança é hoje um fator direto de confiança, reputação e competitividade.
2. Que tipo de estratégias e mecanismos são hoje fundamentais para assegurar a proteção dos dados de clientes e parceiros no setor financeiro?
Hoje não basta proteger sistemas. É preciso controlar, antecipar e reagir rápido.
Exige uma abordagem integrada, onde tecnologia, processos e pessoas funcionam como um todo. Saber quem acede à informação e o que faz com ela é essencial para proteger clientes e parceiros. Os utilizadores fazem parte desta proteção. Cada escolha tem impacto no risco. As organizações que integram esta dimensão humana tornam-se mais seguras e confiáveis.
3. Para além das soluções tecnológicas, qual é o papel da literacia e da educação digital na prevenção de riscos e na proteção de famílias no ambiente digital?
Muitas falhas de segurança não acontecem nos sistemas, acontecem nas pessoas.
A literacia digital deve deixar de ser vista como complementar. É uma linha de defesa crítica, nas organizações e junto dos clientes, que fazem parte do mesmo ecossistema. Proteger informação deixou de ser responsabilidade técnica. É hoje uma competência de todos.
Este conteúdo foi produzido em parceria com a Cofidis. 

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