Turismo: proveitos totais atingiram 600 milhões de euros em abril
Os proveitos totais do turismo atingiram os 600,7 milhões de euros em abril, o que representou uma subida de 5,2% face ao período homólogo e de 6,1% em relação a março. Já os proveitos de aposento foram de 453,1 milhões de euros, o que significou um crescimento homólogo de 4% e de 5,6% face ao mês anterior, segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
A Grande Lisboa concentrou a maior parcela dos proveitos (30,8% dos proveitos totais e 32,5% dos proveitos de aposento). Seguiu-se o Algarve (22,8% e 21,2%, pela mesma ordem) e o orte (17,2% e 17,9%, respetivamente). Os maiores aumentos verificaram-se no Alentejo (+10,6% nos proveitos totais e +7,7% nos de aposento). Em sentido contrário, o Centro registou os maiores decréscimos (-8,3% e -8,9%, respetivamente).
Em abril, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 69,8 euros, refletindo um crescimento de 0,6% (+1,8% em março). rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 118,0 euros (+2,3%, após +2,7% em março).
No mês em análise registaram-se 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 2,4% e 0,6%, respetivamente (em março, +0,8% e +1,1%, pela mesma ordem).
As dormidas de residentes atingiram 2,0 milhões, refletindo um decréscimo de 1,0% (-3,1% em março). Por sua vez, as dormidas de não residentes ascenderam a 5,2 milhões, registando um aumento de 1,2% (+2,9% em março). Estes resultados poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.
Os maiores aumentos no número de dormidas continuaram a registar-se no Alentejo (+8,4%) e no Norte (+4,1%). Por sua vez, o Centro e a Região Autónoma dos Açores registaram diminuições mais expressivas (-8,7% e -7,5%, respetivamente). O Algarve (25,9%), a Grande Lisboa (24,6%) e o orte (18,6%) concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas.
As dormidas de residentes cresceram, sobretudo, no Alentejo (+9,7%) e na Região Autónoma da Madeira (+9,2%), enquanto a Região Autónoma dos Açores e o Centro registaram os maiores decréscimos (-16,3% e -8,4%, pela mesma ordem). Relativamente às dormidas de não residentes, os maiores aumentos continuaram a ocorrer no Alentejo (+6,1%) e no Norte (+5,2%), enquanto o maior decréscimo foi registado no Centro (-9,1%).
Os dez principais mercados emissores concentraram 74,6% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico voltou a recuar 0,5% (+2,1% em março), mas manteve a liderança, com uma quota de 17,8%. O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (11,9% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 4,5% (+9,4% em março). Seguiu-se o mercado norte americano, na 3ª posição (9,7% do total), com um crescimento de 6,5% (+5,6% em março).
Entre os dez principais mercados, destacaram-se os mercados canadiano e neerlandês, com os maiores aumentos (+12,0% e +9,9%, respetivamente). Em sentido contrário, o mercado italiano registou o maior decréscimo (-9,7%), a redução mais expressiva desde março de 2021.
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