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Bolsa de Lisboa continua a contrariar vermelho europeu e crude ultrapassa os 90 dólares

Bolsa de Lisboa continua a contrariar vermelho europeu e crude ultrapassa os 90 dólares

A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão com uma valorização de 0,34% para os 9.308,84 pontos. Os principais índices europeias continuam no vermelho. No petróleo, o brent está a aproximar-se dos 100 dólares e o crude ultrapassou os 90 dólares. Aumento da tensão no Médio Oriente está a influenciar o preço da matéria-prima em alta.
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Galp Energia que valoriza 2,38% para os 20,69 euros, seguida pela EDP que avança 0,85% para os 4,65 euros, e a NOS que sobe 0,73% para os 4,95 euros.
No verde está ainda a EDP Renováveis, a REN, e a Sonae.
A negociar no vermelho está a Corticeira Amorim que desce 2,43% para os 6,42 euros, seguida pelos CTT que quebram 2,01% para os 6,09 euros, e a Teixeira Duarte que quebra 1,41% para os 0,48 euros.
No vermelho está ainda a Navigator, a Mota-Engil, a Ibersol, a Semapa, a Altri, a Jerónimo Martins, e o Banco Comercial Português (BCP).
Europa continua no vermelho
As principais bolsas europeias continuam a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) cai 0,57% para os 25.030,16 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,97% para os 8.356,39 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desliza 0,09% para os 10.707,53 pontos.
O AEX (Países Baixos) quebra 0,53% para os 1.094,97 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desliza 0,56% para os 19.461,33 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 1,95% para os 51.762,00 pontos.
“A generalidade das bolsas europeias segue em baixa, no dia em que se aguardam pelas decisões e perspetivas monetárias do Banco Central Europeu (BCE) para a Zona Euro. Os principais índices de ações são castigados pela reação negativa às contas de cotadas como a Tesla e a Alphabet, onde os lucros de ambas não impressionarem e o aumento de gastos da proprietária do Google preocuparam. Pela primeira vez desde que abriu o capital, a Alphabet registou um fluxo de caixa livre (free cash flow) negativo. Adicionalmente a STMicro desiludiu nas projeções e aumentou as preocupações com os gastos em torno da inteligência artificial. Pela positiva, o grande destaque vai para o disparo da Soitec, que apresentou antecipadamente contas e projeções surpreendentes. Em solo luso o PSI consegue contrariar o vermelho europeu, puxado pela valorização da Galp, animada pela escalada dos preços do petróleo, que se aproximam dos 100 dólares por barril em Londres. De realçar que após o fecho do mercado, Navigator, NOS e Altri apresentam resultados”, refere a research do Millennium.
O euro está a cair 0,05%, face ao dólar, para os 1,14026 dólares e o euro está a subir 0,04%, face à libra, para as 0,85329 libras.
Petróleo sobe mais de 4% com tensão no Médio Oriente
O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 4,69% para os 98,48 dólares e o crude valoriza 4,04% para os 90,34 dólares. Esta subida é explicada pelo aumento da tensão no Médio Oriente. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novos ataques ao Irão caso existam ataques a navios no Estreito de Ormuz. Foram ainda reportados ataques dos Houthis, que estão associados ao Irão, a navios da Arábia Saudita no Mar Vermelho.

“Os preços do petróleo Brent subiram e atingiram um máximo de várias semanas acima dos 97 dólares por barril nas primeiras horas da sessão de quinta-feira. A mais recente valorização está a ser impulsionada pela escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, numa altura em que os investidores começam a incorporar nos preços não apenas o encerramento temporário do Estreito de Ormuz, mas também a possibilidade de um conflito de maior dimensão no Golfo Pérsico, que poderá comprometer gravemente as infraestruturas de produção e transporte de petróleo e gás da região”, referiu o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista.

“À medida que a retórica e os confrontos militares entre as duas partes continuam a intensificar-se, o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz praticamente cessou. Ao mesmo tempo, no Mar Vermelho, os Houthis, apoiados pelo Irão, intensificaram igualmente as suas ações para perturbar a navegação comercial, aumentando as preocupações quanto ao abastecimento global de energia. Neste contexto, os negociadores de petróleo permanecerão atentos à evolução dos esforços diplomáticos para desanuviar o conflito, sendo que qualquer progresso nesse sentido poderá aliviar a pressão sobre os preços do petróleo. Ainda assim, subsiste um risco significativo de que as hostilidades se prolonguem durante um período mais alargado, criando margem para novas subidas do preço do crude”, acrescentou Ricardo Evangelista.

Os analistas da Vital Knowlodge, numa nota transcrita pelo Investing, referiram que a situação geopolítica “continua a deteriorar-se” com a abertura de uma segunda frente na guerra do Médio Oriente, enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “permanece entrincheirado, sem vontade de intensificar o conflito na medida necessária para alterar as condições no terreno, incapaz de simplesmente sair e incapaz de tolerar o status quo indefinidamente”.

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