DeepSeek suspende nova ronda de financiamento depois de comentários sobre atraso da China face aos EUA na IA
A chinesa DeepSeek, que possui o modelo de linguagem com o mesmo nome, informou potenciais investidores de que suspendeu a sua segunda ronda de financiamento, de acordo com fontes conhecedoras do processo, avançou a agência noticiosa Bloomberg. Em causa estão comentários do fundador da empresa, Liang Wenfeng, sobre a dependência da Nvidia e do atraso da China face aos Estados Unidos (EUA), que foram tornados públicos contra a vontade de Liang Wenfeng.
A empresa terá informado, referiu o Japan Times, por via verbal alguns dos potenciais investidores, na ronda de financiamento, de que não assinariam os contratos nos próximos dias. Contudo a DeepSeek pode retomar o processo de negociação numa fase posterior, de acordo com as mesmas fontes.
Publicações chineses avançaram, refere a publicação japonesa, que os comentários do fundador da DeepSeek diziam respeito à dependência de chips da Nvidia para o setor da inteligência artificial (IA) e sobre o constante desfasamento da China na sofisticação desta tecnologia face aos Estados Unidos.
A decisão de suspender a segunda ronda de financiamento deveu-se, referiram as mesmas fontes, pela frustração do fundador da empresa sobre os relatos online sobre os comentários que fez durante a primeira ronda de financiamento, que ficou finalizada em junho, e que arrecadou sete mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).
De acordo com o Japan Times a empresa chinesa queria angariar pelo menos mais 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) com a segunda ronda de investimento, a uma avaliação de 71 mil milhões de dólares (62,2 mil milhões de euros).
A primeira ronda de financiamento, que colocou a valorização da empresa entre os 50 mil milhões de dólares e os 52 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros e 45,6 mil milhões de euros), inclui a Tencent, a CATL, e o Fundo Nacional de Investimento da Indústria de Inteligência Artificial.
Empresa tem planos para entrar em bolsa
Isto surge numa altura em que a DeepSeek se prepara para entrar em bolsa. Os planos vão no sentido de que a empresa chinesa entre na bolsa de Xangai em 2027, avançou a Bloomberg.
A empresa foi fundada em 2023 e é controlada pelo fundo Zhejiang High-Flyer Asset Management. Em 2025 entrou nas ‘bocas do mundo’ ao lançar um modelo de linguagem que rivaliza com os concorrentes norte-americanos, apesar das restrições de acesso a semicondutores avançados impostas por Washington.
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