Turismo contribuiu com 36,2 mil milhões em 2025
O setor do turismo contribuiu de forma direta e indireta com 36,2 mil milhões de euros para a economia portuguesa em 2025, o que significou um um peso de 16,1% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ligeiramente abaixo dos 16,2% em 2024, e 16,3% em 2023, segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira.
As estimativas apontam para que o consumo turístico tenha representado 11,4% (30,4 mil milhões de euros) para o Valor Acrescentado Bruto da economia portuguesa. Em relação a 2024, o PIB e o VAB total do Turismo aumentaram, respetivamente, 5,3% e 5,5%, em termos nominais.
Em 2025, o Valor Acrescentado Bruto direto gerado pelo Turismo (VABGT) registou uma variação nominal igual à do VAB nacional (5,6%), enquanto o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) aumentou 4,9%, abaixo da variação nominal do PIB nacional (5,9%).
O VABGT totalizou 21.473 milhões de euros, mantendo a sua importância relativa no VAB da economia nacional (8,1% em 2023, 2024 e 2025). O CTTE cifrou-se em 49.350 milhões de euros, correspondendo a 16,1% do PIB nacional, observando-se um ligeiro decréscimo face a 2023 (16,3%) e 2024 (16,2%).
Apesar de continuar a ser positivo, o contributo do turismo para o crescimento real do PIB tem vindo a diminuir. Depois de representar 3,6 p.p. de uma variação em volume do PIB de 7,0% em 2022 e 1,2 p.p. de um crescimento de 3,1% em 2023, esse contributo reduziu-se para 0,4 p.p. em 2024 e 0,3 p.p. em 2025, anos em que o PIB cresceu 2,2% e 1,9%, respetivamente.
A despesa do turismo recetor representou, em 2023, 22,5% do total das exportações de bens e serviços, continuando a evidenciar o maior dinamismo do turismo recetor (com um crescimento de 21,3%), face ao do total de exportações de bens e serviços (5,6%), no mesmo ano. O crescimento acentuado do peso do turismo recetor traduz a recuperação do turismo internacional depois da pandemia de Covid-19.
O saldo positivo dos fluxos turísticos aumentou 23,3% em 2023, refletindo a dinâmica de crescimento mais acentuada da despesa do turismo recetor, que registou uma taxa de variação de 21,3%, quando comparada com a da despesa do turismo emissor, com uma taxa de variação de 15,8%.
Todas as atividades características do turismo evidenciaram crescimentos no emprego e nas remunerações, o que se traduziu num aumento significativo do emprego total (10,6%) e ainda mais pronunciado das remunerações (21,6%). No emprego, de entre as atividades que registaram crescimentos mais elevados, destacaram-se os outros transportes (18,9%), o aluguer de equipamento de transporte (18,6%) e os hotéis e similares (15,2%).
As atividades que registaram crescimentos mais moderados foram os serviços culturais (7,5%) e os restaurantes e similares (7,1%). No caso das remunerações, as atividades dos transportes aéreos evidenciaram o crescimento mais significativo (54,5%), refletindo a alteração de políticas remuneratórias restritivas adotadas pelo setor durante o período pandémico. Seguiram-se as agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos (24,4%) e os outros transportes (22,5%).
As atividades cujas remunerações registaram crescimentos mais moderados foram os serviços culturais (15,9%) e os serviços de desporto, recreação e lazer (14,7%). As atividades cujo peso turístico mais se destaca são os hotéis e similares (98,3%), seguidos dos transportes aéreos (76,6%) e das agências de viagem (75,1%). Os serviços culturais (23,9%) e o desporto, recreação e lazer (27,5%) são as atividades com uma menor componente turística no emprego.
A remuneração média por trabalhador nas atividades características do turismo aumentou 9,8% em 2023, mas manteve-se inferior à média nacional (92,8% do total da média da remuneração nacional).
Em 2024, o ano mais recente com informação disponível (resultados provisórios ou preliminares) para um conjunto de países europeus, Portugal manteve a segunda posição no que se refere à importância relativa da procura turística no PIB (16,2 %), atrás da Islândia, que manteve a primeira posição (19,2%).
Com exceção da inlândia (-3,1%), os restantes países registaram aumentos do CTTE, refletindo a dinâmica do setor no período pós-pandemia. Portugal registou uma variação de 6,8% e a Chéquia destacou-se com uma taxa de 10,7%, a mais elevada de entre o conjunto de países com informação disponível para 2024.
Share this content:


Publicar comentário