Fatura recorde da TAP com combustíveis
A TAP nunca pagou tanto pelo combustível que consome. A fatura recorde revela o atual estado da instabilidade geopolítica mundial. A guerra no Médio Oriente dura há seis meses.
A companhia gastou 566 milhões de euros em combustível no primeiro semestre do ano, valor superior aos registados na série histórica para este período do ano que recua até 2018. O segundo valor mais elevado foi registado em 2023 com 542 milhões, seguido de 517 milhões em 2024.
Olhando para o segundo trimestre, a fatura de 370 milhões é também a mais elevada na série histórica que recua até 2020. Segue-se o registo de 2022 com 277 milhões e o de 2023 com 265 milhões.
O preço do jet fuel no mercado internacional está atualmente 74% mais caro face ao ano anterior, custando 163 dólares na Europa, segundo os dados da IATA.
A TAP registou recordes nas receitas e passageiros no primeiro semestre deste ano, só que a guerra no Médio Oriente penalizou duramente o resultado da companhia.
Houve recorde no número de passageiros – subiu em 4% para 8,2 milhões – e nas receitas – subiram mais de 4% para mais de dois mil milhões -, com mais aviões e “forte procura”.
Os prejuízos da TAP aumentaram 40% no primeiro semestre deste ano para 99 milhões de euros em resultado do preço elevado dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.
Os custos com combustível dispararam mais de 50% no segundo trimestre para 270 milhões de euros, tendo subido 19% no primeiro trimestre para 566 milhões de euros.
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