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Um ano de escola pode custar às famílias quase 1.500 euros no público e quase seis vezes mais no privado

Um ano de escola pode custar às famílias quase 1.500 euros no público e quase seis vezes mais no privado

A escola é obrigatória e gratuita em Portugal, o que não significa que não implique despesa. Embora os manuais escolares também sejam gratuitos, há material escolar e equipamento desportivo a comprar e refeições a pagar.
De acordo com o “Guia para o Regresso às aulas”, do Dr. Finanças, fintech especializada na área do bem-estar financeiro, um ano de uma criança na escola pública custa à família 1.493 euros, o que dá a média de 125 euros por mês, se o valor for distribuído pelos 12 meses do ano. Se a opção foi o ensino privado, a fatura total anual ultrapassa os oito mil euros.
Começando pelo público. No orçamento que ronda os 1.500 euros anuais, uma fatia relevante destina-se à compra de cadernos, material de escrita e desenho, mochila e outros artigos, que, em conjunto, podem representar cerca de 150 euros numa lista de referência. Um um caderno A4 de 100 folhas, por exemplo, pode custar cerca de oito euros numa marca de fabricante e aproximadamente três euros numa alternativa de marca própria.
Os cadernos de atividades no 1.º ciclo podem representar cerca de 40 euros. Quando são necessários para várias disciplinas, a despesa pode rondar 90 euros nos 2.º e 3.º ciclos e aproximadamente 65 euros no ensino secundário, contabiliza o Dr. Finanças.
Outra fatia da despesa é a Educação física. Num cenário com um fato de treino de 20 euros, uma t-shirt de cinco euros e um par de ténis de 25 euros, este encargo representa cerca de 50 euros, embora o valor possa variar muito consoante as marcas e as exigências da escola.
Quando as refeições são feitas na escola pública, o preço base do almoço está fixado em 1,46 euros. Se se contabilizaram, como faz o Dr. Finanças, 180 dias de refeições, o encargo anual é de 263 euros. Será menor, naturalmente, se o aluno for abrangido pela ação social escolar ou quando não almoça na escola todos os dias.
A CAF ou o ATL, para as famílias que necessitam de acompanhamento antes ou depois do horário letivo, acrescentam várias centenas de euros ao orçamento, bem como as atividades extracurriculares e as visitas de estudo.
No sector privado, a fatura ultrapassa os oito mil euros anuais de despesa. O Dr. Finanças toma por base uma amostra das quatro primeiras escolas privadas do ranking de 2025 para o ensino secundário, estabelecendo uma mensalidade média de 609 euros, a multiplicar por dez meses, mais a renovação da matrícula a rondar os 363 euros.
A estes valores acrescem em média, 130 euros por mês, em refeições, o que no final de um ano letivo perfaz uns 1300 euros. Os manuais escolares também ficam a cargo das famílias e no ensino secundário, manuais e cadernos de atividades podem representar cerca de 270 euros. Acrescem material escolar, equipamento desportivo, atividades extracurriculares, visitas de estudo e, em algumas instituições, uniformes ou prolongamento de horário.
No total, estamos a falar de uma fatura que vai ultrapassar os oito mil euros.
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