Portuguesa Merytu prepara internacionalização e entrada no retalho
Espanha ou Bélgica? Um destes países vai receber, até ao final deste ano, a plataforma portuguesa merytu, que liga profissionais independentes a empresas do setor hoteleiro, restauração e eventos.
Com cinco anos, a plataforma está no seu processo de internacionalização, depois de ter fechado uma parceria com o Banco Português de Fomento (BFP) e o grupo Hotusa (espanhol), numa ronda de investimento de 1,5 milhões de euros.
Ao Jornal Económico, João Santos Silva, CEO da Merytu, explica que a plataforma está a olhar “para várias geografias”, mas Espanha, por causa do seu novo parceiro, e Bélgica, por causa da sua localização e a abertura do mercado a este tipo de trabalho, são os que a empresa tem vindo a trabalhar.
“Acho que podemos acrescentar valor nestas geografias que estamos a estudar”, aponta, referindo que a entrada nos dois mercados não será ao mesmo tempo.
Apesar de ainda estarem a estudar os dois mercados, a plataforma está mais inclinada para iniciar a sua internacionalização na Bélgica, uma vez que está mais aberta a este tipo de trabalho, mais temporário e flexível. Em 2027 a plataforma pretende já ter “dois ou três players” neste mercado.
João Santos Silva afirma que a entrada dos acionistas veio “validar o trabalho” que tem sido feito e trouxe uma “solidez muito grande a nível de recursos”. Assim a empresa já tem “músculo para ir mais além e efetivar com consistência”, aponta.
Depois da internacionalização, que deve acontecer até ao final deste ano, a empresa prepara-se para entrar num novo setor, o setor do retalho. Nos estudos que a empresa já fez percebeu que há “muitas coisas em comum” entre os setores em que já atua e o novo setor, mas uma vez que tem tecnologia proprietária, tem “capacidade para assimilar as especificidades de cada setor”.
A plataforma já trabalha com um “grande player de referência” na área, mas ainda tem de “calibrar as primeiras experiências com a estrutura dessa organização, que é uma estrutura muito maior do que a do setor hoteleiro”, declara.
O primeiro objetivo da plataforma é ter uma “framework que está calibrada para esta realidade e depois investir em business development para chegar a outros players e começar a ter uma presença no setor”, explica.
João Santos Silva quer chegar ao final desta no já com um número de player desta área definidos e com uma presença geográfica instalada, que certamente se “centrará ainda em Lisboa e Porto”.
O CEO indica que este é um passo “muito importante”, uma vez que tem de aprender um setor do início. O objetivo é estabelecer parcerias de relevo até ao final do ano, que os ajude a ter “uma noção sólida” e começar a crescer em 2027.
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