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AICCOPN alerta para subida de 30,4% no gasóleo e pede medidas urgentes ao Governo

AICCOPN alerta para subida de 30,4% no gasóleo e pede medidas urgentes ao Governo

A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) alertou esta segunda-feira para o impacto da subida do preço do gasóleo nos custos das empresas do setor e reiterou ao Governo a necessidade de adotar medidas urgentes para mitigar os efeitos do agravamento.
Segundo dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) citados pela associação, o preço médio do gasóleo simples aumentou de 1,558 euros por litro, em agosto de 2025, para 2,030 euros, em agosto deste ano, o que representa uma subida de 30,4% num ano.
A AICCOPN adianta ainda que, entre 13 de agosto e 13 de setembro, o preço registou um novo aumento de 7,3%.
A associação considera que a evolução é particularmente penalizadora para a construção, um setor dependente de máquinas, equipamentos pesados e transporte rodoviário de materiais.
A pressão sobre os custos é agravada, segundo a AICCOPN, pelo facto de a carga fiscal sobre o gasóleo em Espanha ser cerca de 26 cêntimos por litro inferior à praticada em Portugal.
Face ao agravamento da situação, a associação defende o alargamento do regime do gasóleo profissional ao setor da construção, a redução temporária da taxa de IVA aplicável ao gasóleo, de 23% para 13%, e a diminuição do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), de modo a eliminar o diferencial de carga fiscal face a Espanha.
A AICCOPN pede também o reforço dos mecanismos de revisão de preços, permitindo refletir de forma mais célere os aumentos excecionais dos custos nos contratos em execução.
A associação informou igualmente o Presidente da República sobre a situação, alertando para os riscos que a manutenção da trajetória de preços representa para a atividade económica, a execução das empreitadas e a concretização dos investimentos públicos e privados.
“Não estão em causa apenas os custos suportados diretamente pelas empresas”, mas também a capacidade de assegurar a continuidade e a execução atempada das obras, sustenta a AICCOPN.
Sem medidas de mitigação, a subida dos combustíveis poderá comprometer a sustentabilidade das empreitadas, agravar a pressão sobre os contratos em curso e afetar o ritmo de execução dos investimentos, alerta a associação.
A AICCOPN afirma que continuará a acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis e a defender, junto das entidades competentes, a adoção de respostas “adequadas e proporcionais” à dimensão do problema.

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