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Japão levanta sanções a ministérios sírios quase 15 anos após imposição

Japão levanta sanções a ministérios sírios quase 15 anos após imposição

O Japão anunciou hoje que vai levantar as sanções impostas a várias entidades sírias durante o regime de Bashar al-Assad, há quase 15 anos, incluindo os ministérios da Defesa e do Interior e empresas petrolíferas do país.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, o Governo tomou a decisão “tendo em conta os acontecimentos posteriores [à queda do regime de Bashar al-Assad em 2024] na situação em torno da Síria e considerando a relação bilateral”.
As autoridades japonesas já tinham aprovado, em maio de 2025, o levantamento do congelamento de ativos de quatro bancos sírios.
O anúncio de hoje inclui vários bancos, empresas petrolíferas e organismos como a Organização Geral de Rádio e Televisão e a Organização de Comercialização do Algodão, entre outros.
No total, são 16 instituições, o que reduz para 15 o número de entidades sírias sujeitas a sanções japonesas, além de 59 indivíduos.
A União Europeia (UE) anunciou em maio o levantamento de sanções contra os ministérios sírios do Interior e da Defesa, embora tenha mantido as restrições sobre indivíduos e entidades ligados ao antigo regime de Al-Assad.
Entretanto, os Estados Unidos retiraram no mês passado a Síria da lista de países patrocinadores do terrorismo, na qual figurava desde 1979, após o restabelecimento das relações com Damasco em 2025.
Washington informou igualmente que a organização Hayat Tahrir al Sham (HTS) foi retirada da lista de “organizações terroristas globais”, sendo o antigo líder, Ahmed al Sharaa, o atual Presidente sírio.
Al Sharaa, que liderou as forças rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad, foi recebido por Trump, em novembro de 2025, numa visita histórica à Casa Branca que assinalou o início de uma nova fase das relações diplomáticas entre os dois países.

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