Exportações de petróleo do Médio Oriente perto de níveis pré-guerra
O petróleo a sair do Médio Oriente está perto de níveis pré-guerra, segundo Wall Street. A conclusão é dos analistas do JP Morgan e do Goldman Sachs.
O barril de Brent está a subir mais de 1,5% para mais de 97,6 dólares esta quarta-feira, 30 de setembro.
Para o JP Morgan, o fluxo diário atinge 17,5 milhões de barris de crude em setembro, o equivalente a 98% dos níveis pré-guerra, com os combustíveis nos três milhões de barris, ou 58% dos níveis pré-guerra, revela a “Bloomberg”.
“As artérias de petróleo do Médio Oriente estão a fluir novamente” numa “recuperação notável numa região que continua em guerra”, segundo os analistas.
Já a consultora Kpler estima que os fluxos do Médio Oriente no início de setembro rondavam os 13 milhões de barris por dia.
Olhando especificamente para o fluxo a sair do estreito de Ormuz, este atinge os 13 milhões de barris diários, liderados pela Arábia Saudita, segundo o JP Morgan, que considera que a subida deve-se à capacidade do setor petrolífero de operar debaixo de pressão e não de uma melhoria na segurança.
Já o Goldman Sachs estima que os fluxos de petróleo superem os 23 milhões de barris diários, em linha com a média atingida em 2025, com os petroleiros a desligarem os sistemas de navegação para não serem detetados.
“Notamos uma divergência entre a queda nas exportações iranianas e o aumento das exportações de outros produtores do Golfo Pérsico. As exportações sauditas mais do que dobraram em setembro e superaram a média de 2025”, segundo os analistas do banco.
Mas há mais opiniões no mercado. O ministro das Finanças dos EUA Scott Bessent estima que as exportações a saírem do Golfo Pérsico atinjam os 17 milhões de barris diários, mas somente em alguns dias.
Já a TotalEnergies estima que as exportações via estreito de Ormuz rondam os 10 milhões de barris.
Por sua vez, o especialista em energia da Bloomberg Javier Blas, aponta que a recuperação dos fluxos revela que “é claro que o presidente Donald Trump tem a vantagem” no estreito de Ormuz, apesar do Irão dizer o contrário, o “estreito está efetivamente aberto”.
“Muitos no mercado petrolífero pensam que Trump teve tanto sucesso na reabertura de Ormuz” que Teerão poderá escalar o conflito com ataques a portos, pipelines e os campos petrolíferos, como alternativa aos petroleiros, com o ataque ao pipeline saudita Leste-Oeste a ser visto como um teste do que poderá vir, escreve o especialista.
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