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CGD e STEC retomam negociações salariais com nova reunião já em outubro

CGD e STEC retomam negociações salariais com nova reunião já em outubro

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) informou esta terça-feira 20 de outubro que retomou as negociações com a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) relativas à tabela salarial para 2026, estando já agendada nova reunião para este mês de outubro.
Em comunicado, o STEC considera que as condições atuais são “sobejamente diferentes” das verificadas no início do processo negocial, com o custo de vida a continuar a aumentar e uma inflação estimada superior, pelo que o adiantamento de 2% proposto pela CGD “mostra-se agora ainda mais afastado das reais necessidades”.
O sindicato argumenta ainda com o “reforço e consolidação dos lucros da CGD”, que perspetiva possam ascender a 2.000 milhões de euros no final do ano, o que demonstra, segundo o STEC, “uma maior capacidade de resposta da empresa”. Os prémios, acrescenta, “não chegam a todos, são voláteis, incertos e não garantem o pagamento das contas no final de cada mês”.
De acordo com o STEC, ambas as partes mostraram vontade de chegar a um entendimento, ficando a CGD de apresentar uma proposta para 2026 e manifestando intenção de negociar também 2027.
O STEC reiterou que é necessário um “efetivo aumento salarial relativo ao ano de 2026, com retroatividade a 01 de janeiro”, para que possa ser equacionada uma proposta para 2027, defendendo que a administração terá de se aproximar da proposta sindical.
O sindicato lembra ainda que, apesar de estarem marcadas manifestações e uma greve na banca para 30 de novembro, o processo negocial da CGD “é autónomo”, ao contrário do Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), que “encerrou unilateralmente as negociações da revisão do ACT para 2026”.
O STEC afirma que atuará de forma responsável, mas que não deixará de “encetar todas as formas de luta” na defesa dos trabalhadores da CGD, sublinhando que a CGD, enquanto banco público com “os maiores lucros de sempre da banca, tem obrigações acrescidas” com o seu capital humano.

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