Mariana Leitão e Montenegro discutem quem pôs partido à frente do interesse nacional
A presidente da IL acusou hoje o primeiro-ministro de ter posto o PSD à frente do interesse nacional nas presidenciais, mas Luís Montenegro lembrou que Mariana Leitão abdicou da sua candidatura presidencial para ser líder partidária.
Mariana Leitão abriu a sua intervenção no debate quinzenal, no parlamento, com uma crítica sobre a atuação de Luís Montenegro nas eleições presidenciais, culpando-o por o espaço do centro direito político não ter agora nenhum candidato a disputar a segunda volta.
“No primeiro dia da campanha eleitoral, [Luís Montenegro] fez um apelo ao voto útil e, depois, quando a realidade o ultrapassou, ignorou-a”, sustentou a presidente da Iniciativa Liberal (IL), numa alusão ao facto de o presidente do PSD ter insistido no apoio à candidatura de Marques Mendes, que ficou em quinto lugar, bem atrás do liberal Cotrim Figueiredo, que ficou em terceiro lugar.
Depois, Mariana Leitão deixou a seguinte pergunta ao primeiro-ministro e presidente do PSD: “Já consegue explicar aos portugueses a razão que o motivou a colocar os seus interesses partidários à frente dos interesses do país, levando a que não exista um candidato de centro-direita na segunda volta destas presidenciais?”.
O primeiro-ministro devolveu: “Se há alguém que encarou as eleições presidenciais sob o ponto de vista do interesse partidário, com todo o respeito, foi a senhora deputada [Mariana Leitão], porque deixou de ser candidata presidencial para assumir um cargo partidário”.
Já com muitos deputados da bancada do PSD a rirem-se, Mariana Leitão alegou, a seguir, que deixou de ser candidata presidencial para ser líder da IL “por opção estratégica”.
Uma opção para defender “o interesse do meu partido, que é também o interesse do país”, argumentou Mariana Leitão.
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