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Impacto do conflito no Irão nos mercados bolsistas: PSI resiste e sobe 10,6% em 2025

Impacto do conflito no Irão nos mercados bolsistas: PSI resiste e sobe 10,6% em 2025

O conflito no Irão continuou a ditar o ritmo dos mercados financeiros mundiais na segunda semana de março, embora com menor intensidade do que na primeira. A análise da Maxyield – Clube dos Pequenos Acionistas – mostra que os principais índices globais registaram quebras mais moderadas, influenciadas pelo aumento do preço do petróleo e pelo receio de um novo ciclo de subida das taxas de juro.
Neste contexto o índice português registou um comportamento surpreendente. Na primeira semana de março, o PSI caiu 3,6% (atingindo 8.946 pontos). Mas na segunda semana subiu 2,2% e, no final da quinzena, apresenta apenas uma perda acumulada de 1,4%. Desde o início do ano, destaca a Maxyield, o PSI ganha 10,6% – o melhor desempenho entre os grandes índices europeus.
Na segunda semana, metade das ações do PSI (8 em 16) subiram, com destaque para os sectores energético, petrolífero, retalhista e papeleiro. Os mais penalizados foram a construção e o setor bancário. Para comparação, o STOXX 600 Banks caiu 10,4% na quinzena (sendo que a queda foi de 8,2% só na primeira semana).
Sem sinais de pânico os volumes negociados no PSI não revelam qualquer “sell-off”, defende a Maxyield. A média diária subiu de 186,8 milhões de euros em janeiro para 224,8 milhões em fevereiro (+20%). Na primeira quinzena de março aumentou apenas 7,5% face a fevereiro, atingindo 242,33 milhões. Na primeira semana chegou aos 279,84 milhões, mas na segunda desceu para 204,82 milhões – sinal de abrandamento da procura, mas sem pânico.
A análise da Maxyield conclui que, apesar das pressões globais provocadas pelo conflito no Irão, o mercado português demonstrou resiliência, beneficiando dos sectores mais expostos ao petróleo e do regresso ao patamar psicológico dos nove mil pontos. Resta agora saber se as expectativas de fim do conflito se confirmam e se o alívio nos preços do petróleo se refletirá numa recuperação mais sustentada das bolsas mundiais.
O índice MSCI World (que agrega as principais bolsas mundiais) recuou 1,8% na segunda semana, após ter perdido 3,3% na anterior. Nos mercados emergentes (MSCI Emerging Markets, com 1.386 sociedades de 24 países), a queda foi de 2,0%, contra os 6,9% da primeira semana. “Os mercados estão a ser influenciados pelo aumento do preço do petróleo e regresso de tensões inflacionistas que podem provocar um novo ciclo de subida das taxas de juro”, resume o relatório.
Na Europa e nos Estados Unidos, a segunda semana foi marcada por menor volatilidade e maior homogeneidade. Com excepção da sexta-feira (dia 3), os principais índices europeus (STOXX 600, CAC 40, DAX, IBEX 35, FTSE 100 e FTSE MIB) fecharam em território negativo.
Já o PSI português foi a excepção: “sobreviveu ao processo de quebra diária e semanal das cotações europeias” e conseguiu subir 2,2%, regressando aos nove mil pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500, NASDAQ e Russell 2000 apresentaram variações diárias mais acentuadas e negativas (excepto na segunda-feira). A sexta-feira (dia 3) ficou marcada pelas declarações do presidente dos EUA sobre a proximidade do fim do conflito militar no Irão, o que ajudou a aliviar as pressões.
Nos mercados asiáticos, o comportamento foi idêntico: menor volatilidade e ganhos nos dias 3 e 4 de Março (excepto na Índia), impulsionados pelas mesmas declarações americanas. O comportamento anual é misto: Austrália e Índia em terreno negativo; Japão, Coreia do Sul e China em positivo.

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