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BP reforça aposta na Namíbia com aquisição de três blocos em águas profundas

BP reforça aposta na Namíbia com aquisição de três blocos em águas profundas

A BP deu um passo decisivo na sua expansão em África ao adquirir uma participação operacional de 60% em três blocos de exploração offshore na Namíbia.
“A transação, que confere à BP a operação dos blocos PEL97, PEL99 e PEL100 na Bacia de Walvis, na Namíbia, marca uma expansão significativa da presença da supermajor britânica no setor de upstream africano. Os ativos foram adquiridos à Eco Atlantic Oil & Gas, com a BP a assumir uma posição que a coloca mais perto do corredor de exploração em águas profundas da Namíbia, em rápida evolução, adjacente à Bacia de Orange”, lê-se no comunicado.
A entrada da BP foi entusiasticamente recebida pela Câmara Africana de Energia (AEC). Para o seu Presidente Executivo, NJ Ayuk, este movimento é um “forte aval” às bacias fronteiriças do continente. “É assim que o desenvolvimento energético africano deve ser – grandes empresas internacionais e empresas focadas em África a trabalharem em conjunto para desbloquear valor”, afirmou Ayuk, destacando também o papel pioneiro da Eco Atlantic, liderada por Gil Holzman.
O Novo “Eldorado” do Petróleo
A Namíbia posiciona-se rapidamente como um dos pontos mais quentes da exploração mundial após descobertas significativas de operadoras como a Shell, TotalEnergies e Galp. Embora a Bacia de Walvis seja menos explorada que a vizinha Bacia de Orange, indicadores geológicos sugerem um potencial de vários milhares de milhões de barris, com reservatórios de características comparáveis, segundo o comunicado.
Este investimento da BP reflete uma tendência global de reequilíbrio de portfólio, onde as petrolíferas dão prioridade a ativos de alto impacto e longo prazo. Com o declínio de produção em bacias maduras, a Namíbia surge como uma alternativa estratégica que oferece escala e potencial geológico subexplorado.
O acordo garante a continuidade da participação local, já que a BP fica com 60% (Operadora) e a Eco Atlantic mantém participação minoritária.
Nos termos do acordo, a Eco Atlantic manterá uma participação minoritária ao lado da empresa petrolífera nacional da Namíbia, a Namcor (petrolífera estatal namibiana), garantindo a participação local contínua no desenvolvimento dos blocos. “Este modelo é fundamental para garantir que o sucesso da exploração se traduza em criação de valor doméstico, desenvolvimento de capacidades locais e capacidade de produção a longo prazo”, avança o comunicado.
Espera-se que a entrada de capital e conhecimento técnico da BP acelere os calendários de perfuração e avaliação. Se o sucesso da exploração se mantiver, as previsões apontam para que a Namíbia inicie a sua primeira produção offshore até ao final desta década, tornando-se um pilar central para a segurança energética global e para o desenvolvimento económico da região.

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