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Gil Antunes no pódio do Rali das Camélias: “ganhar em Almargem do Bispo perante o meu público foi a cereja no topo do bolo”

Gil Antunes no pódio do Rali das Camélias: “ganhar em Almargem do Bispo perante o meu público foi a cereja no topo do bolo”

Gil Antunes e Diogo Correia, num Skoda Fabia Rally2 evo, terminaram o Rali das Camélias na segunda posição, depois de uma boa luta com Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva, no Hyundai i20 N Rally2, com estes últimos a afastarem-se definitivamente no primeiro troço da tarde, quando a margem entre ambas as duplas era ainda de 9.3s. Uma escolha de pneus diferente para os troços da tarde, definiu de imediato a orientação da prova, com os homens do Skoda já a não conseguirem aproximar-se.
Seja como for, Gil Antunes destacou o grande impacto emocional de correr em “casa”, especialmente no troço de Almargem do Bispo, onde esteve envolvido na organização. Ganhar essa primeira especial foi o ponto alto do rali.
Apesar de a vitória ter escapado, o piloto faz um balanço positivo. O objetivo principal era o pódio absoluto, meta alcançada num rali que serviu sobretudo para diversão e sem a pressão de campeonatos. Gil Antunes reconheceu ainda o valor e a experiência de adversários como Rui Madeira e Carlos Fernandes.
Para si, o momento decisivo do rali ocorreu na tarde de domingo. Gil optou por pneus de composto duro, prevendo mais calor, mas a escolha revelou-se errada para o asfalto “branco” e escorregadio do miolo do troço da Quinta da Abelheira. A falta de aderência nessa zona fê-lo perder o tempo que o afastou definitivamente da luta direta pela vitória com o pilotos a confessar ainda a falta de experiência na gestão eletrónica do seu Rally2 em comparação com veteranos como Rui Madeira.

“Diverti-me bastante. Principalmente no início do rali, quando estava muito na expectativa como é que ia ser.
Tive ali algum peso de envolvência na questão da organização do troço de Almargem do Bispo e bateu-me forte, muito forte mesmo, muito forte.
Bateu muito forte porque nós em todas as zonas onde passamos havia muito povo, havia sempre pessoas conhecidas, pessoas próximas a puxar por nós, e tudo isso foi um misto entre querermos andar rápidos, querermos estar concentrados, não perdemos a concentração.
As probabilidades de podermos bater ou alguma coisa nesses troços, às vezes são maiores do que noutros sítios, porque achamos que conhecemos tudo e que vamos ser muito mais rápidos, mas diverti-me muito, mesmo.
E apesar de não ganhar mais nenhum troço, ter ganho aquele logo a abrir, foi a cereja no topo do bolo, na questão do rali, na questão da organização, de toda aquela envolvência”, começou por dizer Gil Antunes, que tinha como objetivo ir ao pódio e conseguiu: “o nosso objetivo sempre é divertirmo-nos, este é um rali que não conta para campeonato nenhum. Queremos sempre andar na frente, como é óbvio, ainda mais quando vamos com um carro destes, claramente. Eram para estar quatro Rally2 à partida. O objetivo era lutar pelo pódio, sabíamos que o Rui Madeira é um piloto com muita experiência nestes carros já, com quilómetros feitos, o Carlos Fernandes, independentemente do carro, é um piloto sempre muito rápido também, é sempre de ter em conta.
E o André Cabeças também com um Rally2. Inicialmente estava previsto o João Barros também.
O nosso objetivo era o pódio e esse objetivo foi conseguido.
De resto, o normal, depois com o desenrolar do rali e de termos ganho o primeiro troço, a expectativa era logo querer ganhar o rali, mas a opção dos pneus também não foi a melhor para hoje (Domingo) à tarde..”, disse Gil Antunes, que apesar de já ter perdido algum tempo, esse era um momento decisivo, com as escolhas de pneus para os restantes três troços da tarde: “optei por pneus duros. Achei que ia estar mais quente e o troço da Quinta da Abelheira, o miolo do troço é aquele asfalto branco, escorrega muito e nós não conseguimos ter ‘grip’ nessa zona e tivemos que nos defender bastante. Só aí perdemos bastante tempo precisamente por levar pneus duros.
Achei que no início do troço e no fim o pneu trabalhou muito bem, mas no meio não conseguimos.
Depois também a questão da falta de experiência! Ainda agora estava a falar com o Nuno e com o Rui Madeira que disseram que nessas zonas tiravam ALS e que o carro ia mais dócil, mais suave, conseguiam conduzir melhor.
Nós não temos essa experiência, não tínhamos noção. Foi máximo ALS, máximo de tudo e cada vez que metemos o pé mais fundo no acelerador, o carro dava chicotadas e nós tínhamos que andar sempre a tentar ir ‘buscar o carro’ e com isso são décimos atrás de décimos que se tornam rapidamente em segundos….”
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