UE e México fecham acordo para aprofundar cooperação mútua
A União Europeia (UE) e o México fecharam hoje, na Cidade do México, um acordo visando aprofundar a cooperação política e económica entre os dois blocos e que atualiza a parceria em vigor desde 2001.
Numa cerimónia em que estiveram presentes, entre outros, os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foram assinados um Acordo Global Modernizado e um Acordo Comercial Provisório (que caduca quando o primeiro entrar em vigor), para “criar novas e valiosas oportunidades comerciais para os exportadores e investidores da UE” e, ao mesmo tempo, “reforçar os laços com um parceiro estratégico de confiança”, segundo um comunicado do executivo comunitário.
Os acordos foram assinados no âmbito da oitava cimeira UE-México e a primeira que se realizou em mais de uma década.
No que respeita ao comércio de bens, o acordo facilita as exportações para o México, nomeadamente de produtos agroalimentares, combustíveis minerais e produtos afins, produtos farmacêuticos e equipamento de transporte.
No que se refere ao setor dos serviços, será facilitado o acesso das empresas da UE ao México, beneficiando, em particular, as empresas das áreas dos serviços financeiros, telecomunicações e transportes.
Regra geral, o acordo dará aos prestadores de serviços da UE e do México as mesmas oportunidades, evitando a discriminação em ambos os mercados.
Segundo dados de Bruxelas, a UE é o terceiro maior parceiro comercial do México em bens e este é o 11.º do bloco europeu, sendo ainda o segundo maior na América Latina.
Em 2025, a UE exportou 53 mil milhões de euros em bens para o México e importou 34 mil milhões de euros.
O comércio de serviços (dados de 2024) traduziu-se em 20,3 mil milhões para a UE e 9,4 mil milhões de euros para o México.
O setor de alimentação e bebidas é o principal exportador europeu para o México, com um valor de 2,5 mil milhões de euros, que absorve mais de 1% do total da UE, com o vinho a representar 211 milhões de euros (8,4%).
Com a assinatura dos textos, a UE e o México seguirão agora os seus respetivos procedimentos para ratificar os acordos, sendo que, no bloco europeu, o Acordo Global Modernizado terá de ser validado por todos os Estados-membros, substituindo o entendimento comercial provisório assim que entrar em vigor.
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