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eDreams ODIGEO regista lucro de 72,9 milhões e supera metas anuais com impulso do Prime

eDreams ODIGEO regista lucro de 72,9 milhões e supera metas anuais com impulso do Prime

A eDreams ODIGEO, empresa de subscrição de viagens, fechou o ano fiscal de 2026 com resultados históricos e acima de todas as orientações previstas, impulsionada pela forte expansão do seu programa Prime. A companhia anunciou esta quarta-feira um lucro líquido ajustado recorde de 72,9 milhões de euros, um crescimento de 42% face aos 51,2 milhões registados no ano anterior. O lucro líquido total atingiu também um máximo de 52,2 milhões de euros, mais 16% do que os 45,1 milhões do exercício anterior.
Os números refletem o arranque bem-sucedido do novo plano estratégico de 3,5 anos da empresa, que tem como meta ambiciosa alcançar 13 milhões de subscritores Prime até 2030. No ano fiscal terminado a 31 de março de 2026, o Prime somou 643 mil novos subscritores líquidos, superando em 7,2% a orientação anual de 600 mil novos membros. O crescimento mantém-se em 2027, com a base de subscritores a atingir já os 8 milhões de membros.
Em termos operacionais, o Cash EBITDA fixou-se nos 157 milhões de euros, ultrapassando confortavelmente a meta de 155 milhões. Já o EBITDA Ajustado, que exclui efeitos temporários de transição para o novo modelo de subscrição anual com pagamentos mensais e trimestrais, disparou 29% para 172,3 milhões de euros. A empresa sublinha que este novo modelo aumenta o valor do tempo de vida do cliente e acelera a expansão do Prime para novas geografias e produtos, apesar de alterar o timing das entradas de caixa.
O modelo Prime consolidou-se como o principal motor da rentabilidade estrutural da eDO, representando 75% da Margem de Receitas Cash e 90% do total do Lucro Marginal Cash. Paralelamente, os custos variáveis caíram 11%, beneficiando da maior maturidade da base de subscritores e da redução dos custos de marketing e aquisição.
Segundo a empresa, a sua “solidez financeira” permite à eDreams ODIGEO manter o compromisso de remuneração aos acionistas. Durante o ano fiscal de 2026, a empresa devolveu 64,4 milhões de euros através de programas de recompra de ações. Está ainda por executar um total de 67 milhões de euros, no âmbito do programa de 100 milhões de euros em vigor até setembro de 2027.
Para o CEO Dana Dunne, os resultados confirmam a capacidade da empresa de equilibrar investimentos com excelência operacional. “A nossa plataforma de subscrição gera receitas recorrentes e previsíveis, o que nos protege da volatilidade do mercado. Tirando partido da nossa liderança em IA ao longo da última década, estamos a transformar o negócio numa plataforma global e diversificada de viagens”, afirmou.
Olhando em frente, a eDO prevê atingir um EBITDA Ajustado pré-investimentos de 155,8 milhões de euros até março de 2027. A partir de abril de 2027, a rentabilidade deverá crescer mais de 33% ao ano, com margens a regressar à faixa dos 23% até ao ano fiscal de 2030. O plano estratégico prevê entre 1,5 milhões e 2 milhões de novos membros líquidos por ano entre abril de 2027 e março de 2030, rumo ao objetivo de superar os 13 milhões de membros Prime e os 270 milhões de euros em EBITDA Cash no final da década.
Lançado em novembro de 2025, o novo plano estratégico sucede à concretização de todos os objetivos de longo prazo anteriores e marca a evolução da eDO para um ecossistema global de viagens “all-travel”, menos dependente da sazonalidade e mais focado em relações de longo prazo com os clientes.

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