Consumo ilícito de cigarros sobe para 2,7% em Portugal com perda fiscal de 45 milhões de euros
O consumo de cigarros ilícitos em Portugal aumentou para 2,7% do total em 2025, correspondendo a cerca de 220 milhões de cigarros ilegais consumidos e gerando uma perda estimada de 45 milhões de euros em receitas fiscais, mais 3 milhões de euros do que no ano anterior. Apesar da subida, Portugal mantém uma das taxas mais baixas da Europa, segundo o mais recente estudo da KPMG sobre o mercado ilícito de tabaco, encomendado pela Philip Morris Products.
O relatório revela que, enquanto Portugal continua a registar valores controlados, o mercado ilícito na União Europeia registou um agravamento significativo. Em 2025, o consumo de cigarros do mercado negro na UE atingiu os 41,8 mil milhões de unidades, o equivalente a 10,3% do consumo total – o valor mais elevado desde 2014 e a primeira vez em mais de uma década que o mercado ilícito ultrapassa a barreira dos 10%. Este aumento superior a 7% face ao ano anterior resultou numa perda de receita fiscal estimada em 16,7 mil milhões de euros para os Estados-membros.
A França continua a ser o país mais afetado do continente, com uma quota de mercado ilícito de 41% e um volume impressionante de 20,5 mil milhões de cigarros ilegais consumidos. Outros países com elevadas taxas de consumo ilícito são a Irlanda (35%), o Reino Unido (32%), a Bélgica (25%), o Chipre (24%) e os Países Baixos (22%).
“Portugal mantém-se como um exemplo positivo na Europa, mas o aumento registado serve de alerta para a necessidade de continuar a combater o comércio ilegal”, sublinha o estudo. A subida do mercado negro na UE reflete desafios crescentes relacionados com o contrabando, a evasão fiscal e o enfraquecimento das medidas de controlo nas fronteiras.
O relatório da KPMG, que analisa anualmente o fenómeno em toda a Europa, volta a destacar a importância de políticas coordenadas para reduzir o impacto económico e de saúde pública associado ao tabaco ilícito.
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