Easyjet aceita ser comprada por fundo norte-americano Castlelake
A Conselho de Administração da easyJet e a Castlelake, gestora norte-americana de investimentos alternativos, anunciaram este domingo que chegaram, por fim, a um acordo de princípio sobre os principais termos financeiros de uma oferta que rondará 5,5 mil milhões de libras (cerca de 6,42 mil milhões de euros).
A nova proposta pela totalidade do capital social ordinário – a quinta – foi apresentada à companhia low cost britânica no sábado, dia 4 de julho, e oferece 6,90 libras por ação em dinheiro, e prevê uma alternativa parcial de ações não cotadas.
De acordo com a companhia aérea, o board concluiu que os termos financeiros da oferta “se situam num valor que o Conselho estaria disposto a recomendar” aos seus acionistas, isto depois de ter “analisado cuidadosamente a proposta com os seus consultores”, lê-se num comunicado enviado este domingo ao JE.
Trata-se da quinta proposta apresentada à companhia aérea britânica, com a Castlelake a confirmar que “que aceitaria assumir um compromisso de «envidar todos os esforços» em qualquer acordo de cooperação, com vista a obter as autorizações e aprovações regulamentares necessárias para concretizar a transação”, refere ainda a easyJet.
A empresa liderada por Kenton Jarvis, que está cotada no FTSE 250, rejeitou no final de junho uma proposta de 6,50 libras por ação. A primeira oferta propunha 5,60 libras por ação.
A Castlelake é agora obrigada, depois de o Conselho de Administração ter solicitado uma prorrogação do prazo, o que foi aceite pelo Painel de Aquisições e Fusões da companhia, a declarar uma intenção firme de avançar com uma proposta pela easyJet até ao dia 3 de agosto ou, em alternativa, anunciar que não tenciona apresentar uma oferta.
Sediada no aeroporto de Luton, a easyjet opera em 164 aeroportos (38 países) e emprega 19 mil pessoas. Durante as discussões de várias semanas, e após várias propostas rejeitadas, a Castlelake “salientou o seu enorme respeito pela easyJet e pelos seus colaboradores”, escreve a easyJet na mesma nota, sem abordar os planos da empresa americana para a companhia. Além disso, declarou “a sua intenção de apoiar o crescimento futuro” e “transformação” da easyjet numa “companhia aérea europeia mais forte e resiliente, em benefício de todas as partes interessadas, caso a transação venha a ser concluída”.
A Clifford Chance LLP é a consultora jurídica da easyJet, enquanto a Slaughter and May e a Milbank LLP encontram-se a assessorar juridicamente a Castlelake.
Na sexta-feira, as ações da empresa estavam cotadas a 5,58 libras aquando do encerramento dos mercados, correspondentes a um valor de mercado de 4,2 mil milhões de libras.
Esta última proposta está sujeita ao cumprimento ou à renúncia, por parte da Castlelake, a um conjunto de condições prévias habituais, como um processo de due diligence satisfatório e o acordo sobre a documentação definitiva da transação.
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