Bolsa de Lisboa e Europa continuam no vermelho e petróleo dispara 6% com fim do cessar-fogo entre EUA e Irão
A Bolsa de Lisboa e os principais índices europeus seguem a meio da sessão no vermelho. Em destaque está também o disparo de 6% no petróleo. Novos ataques norte-americanos a alvos iranianos, fim do cessar-fogo entre os dois países, e as sanções dos Estados Unidos ao petróleo iraniano justificam o sentimento.
A bolsa portuguesa segue a meio da sessão no vermelho acumulando uma perda de 1,45% para os 9.115,00 pontos.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a Teixeira Duarte que quebra 4,72% para os 0,50 euros, seguida pelo Banco Comercial Português (BCP) que desce 4,53% para os 1,02 euros, e a Mota-Engil desvaloriza 2,97% para os 4,57 euros.
No vermelho está ainda a Jerónimo Martins, os CTT, a EDP Renováveis, a Semapa, a Sonae, a Ibersol, a Corticeira Amorim, a EDP, a NOS, a REN.
A negociar no verde encontra-se a Galp Energia que valoriza 3,67% para os 19,65 euros, devido ao aumentar das tensões entre Estados Unidos e Irão e a subida no preço do petróleo, e a Altri avança 0,31% para os 4,82 euros.
Europa segue no vermelho
As principais bolsas europeias estão no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 2,42% para os 24.871,95 pontos, o CAC 40 (França) quebra 2,26% para os 8.245,82 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desliza 1,69% para os 10.485,88 pontos.
O AEX (Países Baixos) desce 0,62% para os 1.072,32 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desvaloriza 2,76% para os 19.098,50 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desliza 1,77% para os 51.529,50 pontos.
“As praças europeias negoceiam em queda expressiva, depois de Donald Trump ter declarado que o cessar-fogo com o Irão chegou ao fim, reacendendo os receios de uma escalada do conflito no Médio Oriente. O sentimento deteriorou-se depois do Irão ter intensificado as hostilidades, com ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e ações militares recorrentes contra o Bahrain e o Kuwait. Em resposta, os Estados Unidos lançaram ataques contra mais de 80 alvos estratégicos e revogaram a isenção que permitia ao Irão continuar a exportar petróleo para determinados mercados. Os preços do petróleo sobem mais de 6% e animam o setor Energético, mas derrubam os demais. No seio empresarial a Vallourec sobe mais de 4%, animada com a subida dos preços do petróleo e pela confirmação de reforço do retorno acionista. Por cá, o PSI até recua menos que os pares europeus, atenuado pela valorização da Galp. Já o BCP é arrastado pelo ambiente muito negativo no setor da Banca”, referiu a research do Millennium.
O euro está a subir 0,03%, face ao dólar, para os 1,14112 dólares e o euro está a valorizar 0,08%, face à libra, para as 0,85485 libras.
Petróleo dispara mais de 6%
O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 5,99% para os 78,60 dólares e o crude valoriza 6,09% para os 74,73 dólares.
Esta subida no preço do petróleo deve-se aos ataques dos Estados Unidos ao Irão ocorridos na terça-feira. Este ataques foram retaliação dos Estados Unidos a ataques a três navios comerciais que transitavam no Estreito de Ormuz.
Três navios foram atingidos em 24 horas nesta passagem marítima, informou a agência de segurança marítima britânica UKMTO, com o Qatar e a Arábia Saudita a imputarem dois desses ataques ao Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.
O Centro de comando norte-americano (CENTCOM) confirmou o ataque dos Estados Unidos a 80 alvos iranianos.
Os Estados Unidos anunciaram também sanções ao petróleo iraniano em resposta às ações “totalmente inaceitáveis” do Irão no Estreito de Ormuz.
Esta quarta-feira o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu por concluído o cessar-fogo com o Irão tendo apelidado os líderes do Irão como “escumalha e mentirosos”.
À margem da cimeira da NATO, que se realiza em Ancara, na Turquia, o governante norte-americano referiu que no que a ele diz respeito “acabou”, em alusão ao cessar-fogo com o Irão.
Trump afirmou que “não quer lidar mais com essa gente”, apelidando os líderes iranianos de “escumalha”, “mentirosos” e “pessoas violentas e cruéis que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam”.
O Irão e os Estados Unidos assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo para acabar com a guerra iniciada em 28 de fevereiro com um ataque israelo-norte-americano a Teerão.
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