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Portugal e Grécia alinhados quando ao Orçamento da União

Portugal e Grécia alinhados quando ao Orçamento da União

Os primeiros-ministros de Portugal, Luís Montenegro, e da Grécia, Kyriákos Mitsotákis, mostraram-se alinhados na defesa de um Orçamento Plurianual da União Europeia “solidário, transversal e harmonioso” em toda a Europa. O orçamento está neste momento sob a alçada da Irlanda, país que ocupa o cargo, rotativo, da presidência do Conselho da União.
Estas posições foram expressas no final da primeira visita de um primeiro-ministro de Portugal a Atenas em dez anos, e no âmbito da qual os ministros dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, e grego, Giorgios Gerapetritis, assinaram um memorando de entendimento sobre consultas políticas, no quadro do reforço da cooperação bilateral entre os dois países, segundo adiantam as agências noticiosas.
O Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para o período 2028-2034 é visto pelos dois países periféricos – Portugal a oste e a Grécia a leste – deve continuar a privilegiar as políticas de coesão e da agricultura. “Nós estamos também muito empenhados em garantir que o próximo QFP da UE é um instrumento de desenvolvimento solidário, transversal e harmonioso em toda a Europa. Para isso, é necessário garantir o instrumento da coesão e da Política Agrícola Comum como expressões de um mercado interno mais pujante, onde todos ganham”, afirmou Montenegro na conferência de imprensa conjunta.
“Nós sabemos que o desenho é um desenho novo, um desenho que concilia as políticas tradicionais da coesão e da PAC com um maior enfoque na competitividade económica e na disponibilidade de fundos concorrenciais que possam premiar o mérito e a excelência”, disse ainda. “Portugal e a Grécia podem e devem ser destinatários desses fundos da competitividade, que devem, além de privilegiar o mérito e a excelência, ter também uma distribuição geográfica, assim conseguindo parcerias entre empresas, entre universidades e entre países”.
Por seu lado, Mitsotákis disse estar “de acordo com o Luís”, no sentido de que “seria um erro pagar agora as dívidas”, manifestando-se igualmente “a favor de um instrumento de empréstimo comum”. Perspetivando “negociações difíceis pela frente”, o primeiro-ministro grego disse que, para a União “reforçar a defesa, atingir a transição verde e digital, proteger fronteiras externas e manter competitividade”, necessita de “um orçamento à altura”, de “uma abordagem corajosa, com os instrumentos necessários para investimento na defesa, segurança energética e infraestruturas básicas”. Ambos os países concordaram que, apesar das ótimas relações bilaterais existentes, “há ainda margem” para o reforço da cooperação, incluindo no setor da defesa.

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