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Transferir o crédito da casa depois da subida dos juros: quando ainda compensa

Transferir o crédito da casa depois da subida dos juros: quando ainda compensa

Cada subida de juros reacende o interesse pela transferência de crédito habitação, a possibilidade de levar o empréstimo de um banco para outro com melhores condições. Segundo os dados do ComparaJá, esta procura já representa perto de metade dos pedidos, sinal de um consumidor mais atento.
O contraste que motiva a transferência é o spread. Um mutuário que assinou o crédito há anos pode estar a pagar uma margem superior à que o mercado oferece hoje, e essa diferença, aplicada ao capital em dívida, traduz-se numa redução relevante da prestação ao longo dos anos que faltam.
Mas transferir tem custos, e é aí que a decisão se joga. Comissões, avaliação do imóvel e outros encargos do processo têm de ser comparados com a poupança esperada. A transferência compensa quando a poupança acumulada supera claramente esses custos, o que depende do capital em dívida e do prazo que resta.
Num ciclo de subida de taxas, a transferência ganha ainda mais sentido para quem tem um spread alto, porque cada décima poupada na margem ajuda a compensar a subida da EURIBOR, que essa não se negoceia. É uma das poucas alavancas que o mutuário controla.
A regra é fazer as contas antes de mudar: comparar o custo total do crédito atual com o da proposta alternativa, incluindo todos os encargos. Feita essa conta, a transferência ou compensa de forma clara, ou não compensa de todo, e em ambos os casos é melhor saber do que assumir.

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