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No pico do verão, uma família típica pode poupar perto de 290 euros por ano só na tarifa da luz

No pico do verão, uma família típica pode poupar perto de 290 euros por ano só na tarifa da luz

Julho instala o pico do verão e, com ele, o consumo elétrico mais alto do ano em muitas casas. É também quando a escolha da tarifa mais pesa na fatura. Segundo a Análise de Mercado de Energia do ComparaJá, a diferença entre a tarifa mais cara e a mais barata ronda os 290 euros por ano para uma família típica, sem alterar um único hábito de consumo.
As simulações para julho confirmam o padrão: para um consumo de 400 quilowatts-hora por mês, a proposta mais vantajosa fica dezenas de euros abaixo da mais cara ao final do mês. Multiplicado por doze, e ainda mais nos meses de pico, o valor torna-se relevante para o orçamento.
O relatório de julho traz ainda uma inversão a ter em conta: os preços do mercado indexado subiram e passaram a ultrapassar o mercado regulado para a maioria dos perfis. Quem está exposto às oscilações diárias sente a subida de forma imediata, ao contrário de quem tem preço fixo.
A eletricidade continua a concentrar a esmagadora maioria das mudanças de contrato, e a tarifa simples domina as escolhas. O consumidor português, mostram os dados, foca a atenção onde o impacto é maior e privilegia a simplicidade.
A conclusão prática mantém-se: no verão, comparar a tarifa é das decisões domésticas mais rentáveis, e não implica corte de fornecimento nem obras. A poupança não está em consumir menos, está em deixar de pagar a mais pela mesma energia.

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