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Preços do petróleo disparam: Brent ultrapassa a barreira dos 100 dólares após ataques a petroleiros perto da Arábia Saudita

Preços do petróleo disparam: Brent ultrapassa a barreira dos 100 dólares após ataques a petroleiros perto da Arábia Saudita

Os preços do petróleo registaram forte subida esta quinta-feira, depois de relatos de ataques a petroleiros ao largo da costa da Arábia Saudita, o que intensificou as tensões geopolíticas no Médio Oriente e renovou os receios quanto à segurança no Estreito de Ormuz.
O Brent dispara nesta altura 6,08% e é transacionado nos 99,79 dólares por barril, depois de ter ultrapassado 100 dólares. O WTI (West Texas Intermediate) sobe 5,32%, cotado nos 91,45 dólares por barril.
Com esta evolução, o Brent caminha para uma das maiores subidas mensais dos últimos dez anos (cerca de 36%), enquanto o WTI regista igualmente um forte ganho mensal próximo dos 30%.
As operações marítimas do Reino Unido (UKMTO) indicaram que um petroleiro foi atingido a cerca de 70 milhas náuticas a sudoeste de Al Shuqaiq. O navio sofreu um incêndio a bordo, controlado pela tripulação, sem registo de vítimas.
O grupo houthi do Iémen reivindicou o ataque, afirmando ter utilizado drones e mísseis contra dois petroleiros sauditas por alegadamente violarem o seu bloqueio marítimo. Caso seja confirmado, tratar-se-á do primeiro incidente deste tipo desde o anúncio do bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
Os ataques surgem no contexto de escalada de tensões após o colapso do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.
Trump ameaça e Irão responde
Horas antes, o presidente Donald Trump endureceu o tom e ameaçou destruir infraestruturas iranianas em resposta a novos ataques no Estreito de Ormuz, segundo a CNBC. “De agora em diante, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro meio, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou central eléctrica”.
O Irão respondeu com duras contra-ameaças, avisando que retaliará contra infraestruturas e instalações energéticas na região onde os EUA têm interesses.
Joseph Westphal, antigo embaixador dos EUA na Arábia Saudita, considerou a situação confusa e sem uma estratégia clara. O diplomata salientou as dificuldades do Congresso em aprovar mais fundos sem um plano definido, especialmente face ao elevado custo da operação e ao impacto nos preços dos combustíveis para os consumidores americanos.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o Irão não está a demonstrar seriedade nas negociações, embora os EUA mantenham o compromisso com a via diplomática.
Perspetivas para o mercado
A forte subida reflete renovados receios de disrupções no abastecimento global de petróleo. Analistas do HSBC alertam que o desfecho depende da capacidade de restaurar fluxos previsíveis através da diplomacia ou se a escalada militar continuará a dominar o cenário.
O mercado permanece em alerta máximo perante a possibilidade de maior instabilidade no principal corredor de transporte de petróleo do mundo.

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