PCP considera que há “pontas soltas” e quer ouvir Luís Neves na Assembleia da República
O PCP considerou hoje que há “pontas soltas” nos esclarecimentos prestados pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as polémicas em que tem estado envolvido, e quer ouvi-lo na Assembleia da República.
Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo dirigente do PCP António Filipe, na Assembleia da República, na sequência da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Questionado se Luís Neves tem condições para se manter no cargo, o dirigente do PCP remeteu a questão para a exclusiva responsabilidade do primeiro-ministro e sugeriu que Luís Montenegro está numa situação “relativamente fragilizada” para exercer “exigência ética” sobre os membros do Governo PSD/CDS-PP, pelos seus “negócios familiares” e pela “ocultação de obrigações declarativas”.
Em nome do PCP, António Filipe defendeu que as explicações dadas hoje por Luís Neves “não substituem a necessidade de, na Assembleia da República, o ministro da Administração Interna ter de se submeter às questões que sejam colocadas pelos deputados”, quando for possível.
O dirigente do PCP considerou que as declarações do ministro foram “manifestamente tardias” e deixaram “pontas soltas que manifestamente carecem de um maior esclarecimento”.
“Relativamente àquilo que se relaciona com as obras na casa do ministro [com recurso a uma empresa que fez várias obras para a Polícia Judiciária (PJ) durante os mandatos de Luís Neves] e o incumprimento das suas obrigações declarativas, há no mínimo uma grande ligeireza”, apontou.
Sobre o atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga que foi transportado para armazenamento nessa mesma empresa, a Construbarcelos, António Filipe manifestou “uma grande incompreensão quanto à impossibilidade de se encontrar uma solução no âmbito do Estado”.
“É um ato de gestão que, de facto, não se compreende”, comentou.
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