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Teatro Nacional S. João com 15 estreias absolutas e 18 coproduções na temporada 2026-2027

Teatro Nacional S. João com 15 estreias absolutas e 18 coproduções na temporada 2026-2027

O Teatro Nacional de São João (TNSJ), no Porto, traz 15 estreias absolutas, seis produções próprias, 18 coproduções e oito espetáculos internacionais na temporada que vai de setembro 2026 a julho de 2027, anunciou hoje a direção artística.
Em conferência de imprensa, o novo diretor artístico do TNSJ, Victor Hugo Pontes, que iniciou funções em dezembro de 2025, destacou a abertura da temporada com o espetáculo “Maiúscula”, um solo de Jacinto Lucas Pires, com produção do São João, encenado por Marcos Barbosa e com a atriz Luísa Cruz, na interpretação, que nele é Benedetta Croce, uma atriz de certa idade a quem um realizador propõe um projeto chamado Medeia.
A peça estreia-se em 09 de setembro, fica em cartaz até ao dia 13 seguinte, partindo depois numa digressão nacional com paragens na Lousã, em Tavira e em Bragança.
“Kung-Fu”, o solo autobiográfico de Dieudonné Niangouna, em que o dramaturgo, encenador e ator congolês testemunha o teatro como arte de combate, com dramaturgia e encenação de Renata Portas e interpretação de Diogo Tormenta, estará em cena de 17 a 19 de setembro.
O espetáculo “Cantar de Galo”, do dramaturgo, argumentista e ator norte-americano Robert Schenkkan, que dá voz ao Galo de Barcelos e o põe a travar razões com Salazar, contando com direção e interpretação de Jorge Andrade, fica em cena de 24 a 26 de setembro.
A nova temporada do TNSJ tem uma programação “com um saudável caráter mestiço, compósito, híbrido”, com projetos que começaram a ser discutidos com Nuno Cardoso – antigo diretor artístico –, e apostas e escolhas artísticas de Victor Hugo Pontes, de onde sobressaem as produções próprias com nomes como Tiago Guedes, Vítor Hugo Pontes, Marcos Barbosa, Inês Sincero e Tomé Nunes Pinto, Rui Paixão e Marta Pazo, nome central na cena artística contemporânea espanhola, que vai encenar “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente.
O encenador e realizador Tiago Guedes dirige o espetáculo “Anatomia de um suicídio”, de Alice Birch, que encerra a temporada, e aborda três gerações – mãe, filha e neta -, em três tempos e espaços distintos, mas cujas histórias são contadas em simultâneo, com o fantasma do suicídio sempre presente.
O diretor artístico também destacou a criação do espetáculo “A Semana dos Porquês”, com direção artística dos jovens criadores Inês Sincero e Tomé Nunes Pinto. O espetáculo que foi pensado para a infância e juventude e vai transportar o espetador para uma escola imersa numa inesperada revolta quando uma criança se recusa a comer brócolos na cantina.
A programação desta temporada é, aliás, marcada pelo “reforço de espetáculos para a infância e a juventude” – “O Estado do Mundo (Quando Acordas)”, de Inês Barahona e Miguel Fragata, “TPC: Frei Luís de Sousaaaa”, a partir de Almeida Garrett e encenação de Raquel Castro, e “Roda-Viva (A menina e o círculo)” -, e pelo “aprofundamento da responsabilidade social da instituição em alcançar um equilíbrio de género entre criadores e o aumento da representatividade feminina, sendo 20 as mulheres e 26 os homens”, entre os criadores desta temporada, acrescenta o dossiê de imprensa.
A programação do TNSJ também inclui coproduções com novas companhias e artistas que, pela primeira vez, fazem parte da programação do TNSJ. Ao mesmo tempo, consolidará laços com companhias de teatro sediadas na região Norte.
Numa coprodução com o Teatro Aberto, de Lisboa, o Teatro São João recebe o recém-estreado “Caravana”, de João Luís Barreto Guimarães, com encenação de João Pedro Vaz e interpretação de Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos.
Gonçalo Waddington traz ao São João a sua encenação de “O Pai”, de August Strindberg, uma coprodução com o São Luiz Teatro Municipal, também de Lisboa, e o Teatro Carlos Alberto dá palco à estreia de “Festa”, uma criação do Teatro Experimental do Porto e da companhia brasileira de teatro, com dramaturgia e encenação de Marcio Abreu.
Sara Carinhas leva à cena “Pessoas, Lugares e Coisas”, do dramaturgo britânico Duncan Macmillan, um retrato da adição interpretado por Benedita Pereira, em estreia no Teatro São João, em 14 de janeiro, para ficar em cena durante dez dias.
Com coprodução do TNSJ e em estreia estão também os espetáculos “Se um momento os teus olhos me pudessem ver”, de Luís Mestre, e “Fumo”, do encenador, dramaturgo e ator Tiago Correia.
A dança não foi esquecida e o TNSJ leva a palco “O Silêncio Pertence-nos” [título provisório], de Sofia Dias & Vítor Roriz, “O poder não era para ser isto (mas acabou por ser)“ (título provisório), com coreografia de São Castro, “Assimétrico”, com coreografia e direção de Beatriz Valentim, e “O mundo inteiro à espera”, da coreógrafa e bailarina Olga Roriz.
Os “sinais de renovação nesta programação” vão tornar-se “mais legíveis quando a programação de todo o ano de 2027 for conhecido”, acrescentou o presidente do Conselho de Administração do TNSJ, Pedro Sobrado.
“Até ao final de 2027 assistiremos ao aprofundamento da vocação do TNSJ como produtor – e ser produtor é ser autor e, especialmente no quadro da produção própria, essa espécie de impertinência ou desaforo que consiste em continuar a pôr em movimento o velho e fascinante carrossel da memória cultural da humanidade, o repertório”.
O TNSJ ultrapassou a barreira dos “100 mil espetadores e beneficiários” em 2025, “aumentou 43% a receita de bilheteira, face a 2024, e 36%, face a 2023”, e o um aumento de público teve consequências ao nível da lotação da sala que foi de 85%, anunciou hoje Pedro Sobrado, presidente do Conselho de Administração, na conferência de imprensa para revelar a programação de um ano inteiro de espetáculos.

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