Chega quer que Governo avalie utilização de pequenos reatores nucleares em Portugal
O Chega deu entrada, esta quinta-feira, de um projeto de resolução onde recomenda ao Governo que adote uma posição favorável à energia nuclear e avalie
a viabilidade da utilização de pequenos reatores modulares em Portugal Exposição de motivos.
No projeto de resolução, o Chega sublinha que “a profunda instabilidade geopolítica que tem marcado os últimos anos, desde a invasão da Ucrânia pela Federação Russa à sucessão de conflitos no Médio Oriente, passando pela crescente vulnerabilidade das principais rotas internacionais de abastecimento,
demonstrou que a energia não constitui apenas uma questão económica ou ambiental, mas representa, cada vez mais, um elemento central da soberania, da segurança e da autonomia estratégica dos Estados”.
“Neste contexto, Portugal deve promover uma política energética que concilie a segurança do abastecimento, a competitividade da economia, a proteção dos
consumidores e a redução das emissões, sem excluir antecipadamente qualquer tecnologia capaz de contribuir para esses objetivos e sem subordinar as decisões nacionais a preconceitos ideológicos ou a opções tomadas noutros países”, destaca o partido.
Para o Chega, “Portugal não pode continuar ausente de um debate que condicionará o futuro da política energética, industrial e tecnológica europeia. Mesmo que venha a concluir-se que a instalação de reatores nucleares em território nacional não é técnica ou economicamente adequada, essa conclusão deve resultar de uma avaliação objetiva e fundamentada, e não de uma exclusão ideológica determinada antes da realização de qualquer estudo”.
O partido considera que se deve “adotar uma posição favorável à energia nuclear significa, neste contexto, reconhecer a sua legitimidade enquanto fonte de energia de baixo carbono, apoiar a investigação e a inovação neste domínio e admitir a sua complementaridade com as fontes renováveis”.
“Significa também garantir que Portugal participa nas decisões europeias, acompanha o desenvolvimento dos pequenos reatores modulares e avalia, de forma séria e transparente, todas as soluções suscetíveis de reforçar a soberania energética nacional”.
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