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Chineses avançam para novo projeto de energias renováveis no Alentejo

Chineses avançam para novo projeto de energias renováveis no Alentejo

Os chineses da Chint Solar contam com mais um projeto de energias renováveis no Alentejo.
O projeto híbrido de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, conta com uma central solar, outra eólica e baterias, no total de 100 megawatts (MW).
Os chineses da Chint Solar deram este ano os primeiros passos para licenciar vários projetos solares e de baterias com mais de 1,3 gigawatts (GW) no Alentejo.
Além do projeto de Montemor, há também as centrais solares fotovoltaicas de São Gião (564 megawatts (MW)), de Tapada Grande (580 MW) e de Monte Santos (111 MW). Os dois primeiros projetos também vão contar com um total de 50 megawatts de energia eólica.
Estes projetos estão inseridos no ambicioso pipeline da companhia chinesa com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.
Em Montemor-o-Novo, o projeto tem uma potência máxima de injeção na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) de 50 MVA, prevendo uma central solar fotovoltaica com potência pico de 66 MWp, um parque eólico com potência instalada de 45 MW e um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) com potência nominal de 50 MW e capacidade de armazenamento de 100 MWh.
A central solar vai contar com mais de 98,3 mil módulos fotovoltaicos, com o parque eólico a contar com 10 aerogeradores de 4,5 MW.
Por ano, vai produzir mais de 217 mil MWh, o equivalente ao consumo anual de quase 66 mil habitações, evitando a emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2 por ano.
No projeto de Montemor-o-Novo, a companhia destaca que o projeto, durante a fase de exploração, “gerará impactes positivos duradouros e estruturantes, associados à produção contínua de energia elétrica renovável, segura e de baixo teor carbónico, contribuindo de forma efetiva para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de clima e energia. Esta fase assegura igualmente benefícios socioeconómicos de longo prazo, através da criação de emprego direto e indireto associado à operação e manutenção da central, da geração de receitas fiscais e rendas para os municípios e proprietários locais, e do reforço da atratividade do território para investimento sustentável. A estabilidade do uso do solo ao longo do tempo e a compatibilidade da exploração com atividades tradicionais, como a silvicultura ou a pastorícia, reforçam ainda a integração do projeto
na dinâmica territorial, consolidando o seu contributo positivo para o desenvolvimento local e regional”.
Pipeline de mais de 6 gigas
A Chint Solar é uma companhia chinesa que comprou a sociedade portuguesa SolCarport detida pelos alemães da ProEnergy em 2023.
A companhia herdou assim uma carteira de projetos bastante considerável com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo, conforme escreveu o Jornal Económico em agosto de 2025.
Em 2021, a SolCarport submeteu 22 pedidos de acordos diretos à REN (em que o promotor paga a ligação à rede elétrica nacional, ao contrário do que acontece nas centrais solares dos leilões, por exemplo), com a Chint Solar a submeter um. Tudo junto, pediu para ligar à rede elétrica um total de 6 gigawatts de energia solar.
A companhia chinesa tem estado a avançar nos seus projetos em Portugal. Já conta com uma central solar em operação: a de Ínsua, em Serpa, com 48 MWp, inaugurada em 2022. Em Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, arrancou em maio com a construção de uma central solar com 73 MWp.
Em 2025, entregou uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mas recebeu um parecer de “conteúdos carecem de aprofundamento”, uma resposta habitual nesta fase precoce do licenciamento ambiental. Este projeto fica no concelho da Vidigueira, que conta com uma potência solar de 340 MWp, dois aerogeradores com mais de 14 MW e com as baterias a terem uma capacidade de 620 MWh. Por ano, prevê-se que produza 671 GWh.
Entre os projetos comprados pela Chint Solar, encontram-se vários gigantes, como o de Cavandela (concelho de Castro Verde) com 504 MWp, o de Cafelado (Viana do Alentejo) com 504 MWp, Monte Coito (Mértola) – 504 MW, ou a de São Gião (Portel) – 504 MWp.
Outras centrais de destaque são as de Baldio de São Romão (Reguengos de Monsaraz) – 450 MWp; Herdade Colar de Perdizes (Montijo) – 420 MWp; Porto Mouro (Ferreira do Alentejo) – 390 MWp; Monte das Flores (Évora) – 480 MWp; Monte Novo + Amieira (Vidigueira) – 372 MWp, segundo os dados recolhidos pelo Jornal Económico.
O projeto do Pinel surge nesta lista com uma potência maior face ao apresentado no estudo ambiental (450 MWp).
A companhia conta com mais de 3,8 gigas aprovados para ligar à rede, no âmbito dos acordos diretos com a REN e a E-Redes.
Dos projetos com a REN submetidos à DGEG, a agora Chint Solar obteve autorização para avançar com nove: Divor (400 MW), cinco projetos no Alqueva – com 400 MW, 100 MW, 420 MW, 375 MW, 310 MW, 150 MW -, um projeto em Ourique com 420 MW, e dois em Ferreira do Alentejo com 420 MW e 325 MW. Tudo junto, são mais de 3,3 gigas já aprovados para ligar à rede, com a Chint Solar a pagar do seu bolso. Nos acordos com a E-Redes, foram aprovados 11 projetos, num total de 500 MW.

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