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Von der Leyen denuncia comportamento russo “imprudente e perigoso” após novos incidentes

Von der Leyen denuncia comportamento russo “imprudente e perigoso” após novos incidentes

A presidente da Comissão Europeia classificou, esta terça-feira, 15 de setembro, como “imprudente e perigoso” o comportamento da Rússia, após incidentes com um navio de guerra russo junto à Dinamarca e um drone no espaço aéreo da Lituânia.
“Mais uma vez, a Europa acordou perante um comportamento russo imprudente e perigoso: um navio de guerra russo disparou sinalizadores de emergência perigosamente perto de um helicóptero dinamarquês e um drone entrou no espaço aéreo da Lituânia antes de ser destruído por caças da NATO”, afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação nas redes sociais.
Para a responsável, “estes não são incidentes isolados”, já que “fazem parte de um padrão mais amplo de agressão e provocação russas contra a Europa, testando a nossa preparação e a nossa determinação”, que se tem vindo a intensificar após a invasão russa em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
“A Rússia verá que a nossa determinação apenas se tornará mais forte. Estamos a reforçar a nossa dissuasão e defesa coletivas, em conjunto com a NATO e estamos a aumentar a pressão sobre a Rússia”, concluiu.
A posição da líder do executivo comunitário surge depois de a Dinamarca ter denunciado que uma fragata russa disparou dois sinalizadores em direção a um helicóptero Fennec da Força Aérea dinamarquesa durante uma operação de vigilância de rotina, realizada quando o navio russo se encontrava em águas internacionais ao largo do sul da Dinamarca.
Horas antes, a Lituânia tinha informado que um drone entrou no seu espaço aéreo e foi abatido por caças da NATO.
Segundo informações preliminares divulgadas pelas autoridades lituanas, o aparelho teria entrado a partir da vizinha Bielorrússia e seguido para oeste antes de ser destruído.
Os dois episódios ocorrem num contexto de crescente preocupação entre os países do flanco oriental da NATO com incursões de drones (aparelhos pilotados remotamente), atividades militares e ações híbridas que os governos europeus associam à estratégia russa de pressão e desestabilização.
Os acontecimentos surgem ainda num momento de particular tensão no Báltico, já que a Dinamarca é responsável por uma das principais passagens marítimas entre o mar do Norte e o mar Báltico, enquanto a Lituânia, juntamente com a Letónia e a Estónia, se encontra diretamente exposta à atividade militar russa e bielorrussa.
Ursula von der Leyen tem vindo a defender uma Europa mais preparada militarmente, com maior investimento na indústria de defesa e uma integração mais estreita das capacidades europeias com a NATO, devendo abordar aquela que já classificou como “nova era” de ameaças híbridas no discurso que irá proferir na quarta-feira perante o Parlamento Europeu, o seu segundo Estado da União deste mandato.

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