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Europa fecha em alta impulsionada pela queda do petróleo e das yields. PSI avança mais de 1%

Europa fecha em alta impulsionada pela queda do petróleo e das yields. PSI avança mais de 1%

Os mercados europeus encerraram a sessão desta terça-feira em terreno positivo, com os investidores a reagirem favoravelmente à queda do preço do petróleo e ao recuo das yields das obrigações soberanas. De acordo com a análise do Millennium BCP, os ganhos foram generalizados a quase todos os setores, com os mais cíclicos a liderarem as subidas.
O PSI fechou a subir 1,37% nos 9.671,11 pontos, uma valorização de 1,37%. As ações que mais se destacaram pela positiva foram a EDP Renováveis, que subiu 2,16% para 12,79 euros, e a EDP, que valorizou 2,15% para 4,852 euros. A NOS também teve um desempenho notável, avançando 1,85% para 5,510 euros. O setor do retalho também contribuiu para os ganhos do índice, com a Jerónimo Martins a subir 0,95% para 18,06 euros e a Sonae a ganhar 0,96% para 2,105 euros.Em contraciclo, a Teixeira Duarte foi a única a registar perdas, recuando 0,21% para 0,4825 euros.
No resto da Europa, o Euro Stoxx 50 fechou nos 2.589,39 pontos, uma subida de 0,43%, enquanto o Stoxx 600 avançou 0,86%. O FTSE 100 (Reino Unido) terminou nos 10.816,14 pontos (+1,19%), o CAC 40 (França) fixou-se nos 8.186,93 pontos (+0,57%) e o DAX (Alemanha) atingiu os 25.716,71 pontos (+0,70%). Em Itália, o FTSE MIB subiu para 52.385,50 pontos (+0,80%), e em Espanha, o IBEX 35 fechou nos 19.831,80 pontos (+1,00%).
Segundo os analistas do Millennium BCP, “os índices europeus encerram em alta, impulsionados por uma queda nas yields de dívida soberana e pelo recuo nos preços do petróleo, após notícias de que a Arábia Saudita pretende restaurar cerca de metade da capacidade do seu oleoduto em poucos dias”. O banco de investimento do BCP acrescenta ainda que, no Reino Unido, o Banco de Inglaterra manteve a taxa de juro inalterada como o antecipado pelo mercado.
No mercado de matérias-primas, o petróleo continua a desvalorizar. O WTI (NYMEX) recua 1,38% para 101,02 dólares, enquanto o Brent (ICE) caiu 2,42% para 103,27 dólares.
No mercado secundário de dívida, as yields das obrigações a 10 anos acompanharam a tendência de queda, com os juros da Alemanha a caírem 2,98 pontos base para  3,48%; os de Portugal a recuarem -2,72 pontos base 3,83%; os de Espanha a caírem -2,83 pontos base para 3,94%; e os juros de Itália a fixarem-se em 4,34% (-2,49 pontos base).
Thadeu Dos Santos, Diretor Regional na Infinox, destacou que “o dólar americano recuou ligeiramente nesta quinta-feira, mas permaneceu próximo das máximas de várias semanas, após ter avançado em reação à decisão de política monetária do Federal Reserve. O Fed elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, conforme amplamente esperado. As projeções atualizadas mostraram que quase todos os dirigentes esperam pelo menos mais um aumento de juros neste ano. Os membros do Fed projetam a taxa mediana dos Fed Funds em 4,1% neste ano e esperam que permaneça inalterada em 2027, antes de recuar ligeiramente posteriormente, indicando projeções mais elevadas em relação a junho”.
A atenção dos investidores vira-se agora para amanhã, com o Banco do Japão no centro das atenções, onde é antecipado um aumento de 25 pontos base.

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