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UBS esclarece posição sobre reforma da regulação bancária suíça e critica reforço de capital

UBS esclarece posição sobre reforma da regulação bancária suíça e critica reforço de capital

O UBS publicou esta segunda-feira um novo documento para esclarecer a sua posição sobre as propostas de reforma da regulação bancária na Suíça, defendendo uma abordagem direcionada e proporcional e alertando para os efeitos de requisitos de capital mais exigentes na competitividade do banco.
O documento, divulgado antes da continuação das discussões parlamentares, surge num contexto de interpretações divergentes sobre alguns dos principais pontos da reforma, que ganhou força após o colapso do Credit Suisse e a sua aquisição pelo UBS em 2023.
O maior banco suíço considera que tem “o dever e o direito” de esclarecer os factos e afirma apoiar alterações regulatórias “direcionadas, proporcionais, alinhadas internacionalmente e que abordem as causas da crise do Credit Suisse”.
Entre os dez pontos destacados pelo UBS está o papel dos instrumentos de capital AT1 (Additional Tier 1), que o banco considera uma componente consolidada da regulação bancária na Suíça e a nível internacional. O UBS defende que a proposta maioritária da comissão parlamentar WAK-S, que prevê um reforço destes instrumentos, está alinhada com as práticas de mercado e que eventuais emissões adicionais poderão ser absorvidas pelo mercado.
O banco argumenta ainda que os instrumentos AT1 podem gerar capital CET1 de forma imediata numa situação de crise, permitindo uma intervenção numa fase mais precoce e reduzindo os custos associados a uma eventual estabilização de uma instituição.
Nesse contexto, o UBS defende o chamado modelo “50/50” proposto pela WAK-S, que combina capital CET1 e AT1. Segundo o banco, este modelo protegeria os contribuintes de forma tão eficaz como a proposta do Conselho Federal, ao permitir uma intervenção mais cedo e potencialmente com custos inferiores.
O UBS sustenta que, sem o atual enquadramento regulatório, este mecanismo teria permitido identificar problemas no Credit Suisse já em 2021, conduzindo a medidas como a suspensão de dividendos e a redução de prémios.
O banco contesta, por outro lado, a proposta de elevar para 90% a componente de capital CET1. O UBS considera que esta medida não constitui um compromisso e alerta que requisitos dessa dimensão poderiam afetar significativamente a sua competitividade.
O documento acrescenta que os custos de uma regulação que considera excessiva teriam impacto na economia suíça e salienta que as suas subsidiárias internacionais, incluindo nos Estados Unidos, desenvolvem atividades diversificadas que também contribuem para a economia helvética.
O UBS conclui defendendo que a dimensão do banco já é refletida em requisitos regulatórios adicionais e que a regulação deve preservar a estabilidade financeira sem comprometer a competitividade da instituição e da economia suíça.

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