UE quer lançar satélites com a ajuda do Reino Unido, Noruega e Canadá
A União Europeia (UE) terá de procurar além-fronteiras novas plataformas de lançamento, que lhe permitam cumprir as suas ambiciosas metas para os satélites, afirmou o comissário europeu responsável pelo Espaço, Andrius Kubilius. O responsável admitiu que deverá utilizar instalações na Noruega, Reino Unido e Canadá, numa altura em que prevê um aumento de seis vezes no número de lançamentos de foguetões até 2034. “Estamos a considerar as capacidades de lançamento como uma prioridade absolutamente fundamental no espaço”, afirmou Kubilius.
A UE está a construir a sua própria constelação de satélites, destinada a oferecer uma alternativa ao Starlink, de Elon Musk, bem como uma rede segura de satélites governamentais. Nos próximos oito anos, em comparação com o período de 2016 a 2024, o número de satélites nacionais de defesa deverá aumentar de cerca de 20 para quase 300. O número de satélites governamentais deverá passar de quase 70 para cerca de 630. Os satélites comerciais deverão duplicar, para mais de mil.
A Agência Espacial Europeia (ESA), principal motor da atividade espacial no continente, é composta maioritariamente por países da UE, mas não é uma instituição da União Europeia. O Reino Unido e a Noruega são membros da ESA, enquanto o Canadá é um país parceiro. A agência também está a avaliar onde deverá investir mais dinheiro no reforço das capacidades de lançamento.
No entanto, um dos fatores a considerar na escolha dos locais de lançamento é a necessidade de estes estarem afastados dos centros populacionais, em caso de acidentes ou queda de detritos. Esta questão é mais problemática na Europa do que em outras regiões, uma vez que grande parte do continente apresenta uma densidade populacional relativamente elevada. “Vou fazer aquilo a que chamamos uma digressão de lançamentos. Vou visitar plataformas de lançamento e os principais produtores de foguetões”, sublinhou Andrius Kubilius.
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