40% dos portugueses acredita que os carros serão autónomos dentro de dez anos
Quatro em cada dez condutores portugueses acreditam que, dentro de dez anos, os automóveis poderão circular de forma autónoma ou ser conduzidos por inteligência artificial (IA). A conclusão é de um estudo realizado pela EasyPark e pela Arrive, que procurou perceber como os portugueses encaram o futuro da mobilidade e a evolução tecnológica dos transportes.
De acordo com os resultados, 40,1% dos inquiridos considera possível que, até 2036, os veículos autónomos ou conduzidos por IA façam parte da realidade. A expectativa reflete a crescente importância da tecnologia na transformação da mobilidade urbana, num cenário em que a inovação vai além da eletrificação dos automóveis e passa também pela automatização da condução.
Ainda assim, o entusiasmo não é generalizado. Quase 30% dos participantes considera que dez anos não serão suficientes para que esta tecnologia se torne uma realidade ou que a sua adoção faça sentido no contexto português.
Scott Booker, diretor-geral de estacionamento da Arrive, considera que o desenvolvimento tecnológico está a aproximar os veículos autónomos da realidade quotidiana. “Estamos atualmente a assistir a um boom tecnológico sem precedentes”, afirma, sublinhando que a condução autónoma e o apoio da inteligência artificial já não pertencem exclusivamente ao domínio da ficção científica.
Segundo o responsável, as aplicações de estacionamento e as soluções digitais de mobilidade permitem recolher informação útil para empresas e decisores, contribuindo para melhorar a gestão do trânsito e responder à pressão exercida pelos automóveis sobre as cidades.
Booker ressalva, contudo, que a segurança será determinante para o sucesso destas tecnologias, tanto na proteção dos condutores como dos peões. A automação poderá contribuir para uma mobilidade urbana mais eficiente, mas a sua implementação exige que os sistemas sejam seguros e fiáveis.
Em Portugal, a circulação de veículos autónomos continua sujeita a restrições, embora tenham começado, em julho, testes em vias públicas com supervisão de um condutor ou operador a bordo, segundo a informação divulgada pela EasyPark e pela Arrive.
O estudo foi realizado através de um questionário dirigido ao mercado português. A EasyPark, integrada na plataforma internacional de mobilidade Arrive, disponibiliza soluções digitais de estacionamento e carregamento de veículos e está presente em mais de 4.000 cidades, em mais de 20 países.
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