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Manifestações: “Uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia”, diz José Luís Carneiro

Manifestações: “Uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia”, diz José Luís Carneiro

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) referiu, este domingo, que “o uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia”, depois das intervenções policiais levadas a cabo em Lisboa e no Porto.
A partir da sede do partido no Porto, José Luís Carneiro, disse que o PS quer que se chame com “urgência ao Parlamento o ministro da Administração Interna para que possa explicar o planeamento e a execução das operações policiais”.
Além disso, os socialistas defendem que “o primeiro-ministro deve convocar com caráter de urgência o Sistema de Segurança Interna, onde reúnem as forças e os serviços de segurança com a presença dos representantes na Assembleia da República para garantir que se faça o acompanhamento institucionalmente devido, mas também para que ocorra o escrutínio democrático em tudo o que se tem vindo a passar no país”.
“O uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia. Não deve haver uso da força para com pessoas que se manifestam de modo pacifico e que não estejam a colocar em causa valores de hierarquia superior, como sejam, por exemplo, entre outros, a defesa da integridade física e da vida da pessoa e/ou a defesa da propriedade dos bens públicos e dos bens privados”, disse José Luís Carneiro.
O líder do PS também deixou recados aos manifestantes, defendendo que “por seu lado, devem seguir os termos e as orientações previstas na lei e na Constituição e procurar os diálogo com as autoridades que têm o poder de autorizar as respetivas manifestações”.
José Luís Carneiro defendeu ainda as medidas do partido para a Habitação. “Deixar cair a lei das rendas, aceitar trabalhar num garantia pública que proteja os proprietários e que também proteja os inquilinos. É um caminho possível. Mobilizar todo o património do IRHU para que as autarquias possam requalificar esses imóveis com caráter de urgência e com os meios financeiros adequados por forma a dar resposta aos mais jovens e às famílias”.
 

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