42 Portugal lança terceira edição do SEA:ME no Porto para capacitar talento em robótica e inteligência artificial
A 42 Portugal deu início, a 6 de outubro, à terceira edição do SEA:ME (Software Engineering for Automation and Mobility Ecosystems), um programa focado na engenharia de software dedicada à robótica e aos sistemas autónomos. Um total de 22 alunos arranca com este percurso intensivo de nove meses que visa preparar especialistas capazes de programar e controlar hardware real.
A grande novidade desta edição é a estreia de um espaço construído de raiz na Rua Latino Coelho, no Porto, dotado de laboratórios, bancadas de montagem e zonas específicas para testes com drones e veículos, avança da Escola 42.
O currículo integra o desenvolvimento de software para quatro categorias de máquinas: drones, robôs humanoides, braços robóticos e veículos autónomos.
A formação pretende dar resposta à nova fase da inteligência artificial, centrada no mundo físico e na sua aplicação direta em setores como a indústria, saúde, energia, logística e mobilidade.
Segundo a Diretora Executiva da 42 Portugal, Vanessa Zdanowski, o país dispõe do talento necessário, faltando apenas infraestruturas onde esse conhecimento passe da teoria e da programação à construção prática de sistemas autónomos.
A estrutura do programa exige uma dedicação presencial de 35 horas semanais e divide-se em duas semanas de onboarding, 24 semanas de formação técnica e 12 semanas focadas no Corporate Capstone.
Durante esta última fase, entre maio e julho de 2027, os participantes irão resolver desafios reais apresentados por empresas parceiras, entre as quais se destaca o Grupo Brisa – Via Verde. A aprendizagem técnica aborda matérias como arquitetura em tempo real, visão computacional, sistemas distribuídos e o ecossistema ROS 2.
O Diretor Académico do SEA:ME, Filipe Prezado, sublinha que a relação imediata entre o código e o comportamento do hardware acelera a aprendizagem, uma vez que qualquer falha de software num sistema físico gera consequências imediatas na máquina.
Por sua vez, Pedro Santa Clara, fundador da 42 Portugal, reforça que a competitividade do país dependerá da capacidade de pôr a tecnologia a funcionar no terreno, tornando a formação local deste tipo de especialistas uma prioridade estratégica para a indústria nacional.
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