Anunciados sete finalistas ao Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2026
Daniela Ângelo, Eduardo Antonio, Inês Mendes Leal, Maria Paz Aires, Sara Graça, Sofia Mascate e Teresa Murta. São estes os sete artistas finalistas da 16.ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, conforme anunciado esta segunda-feira, 13 de outubro, pela organização.
O leque de artistas foi selecionado a partir de 550 candidaturas por um júri constituído por João Pinharanda, diretor do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Catarina Rosendo, historiadora de arte, e Eva Mendes, curadora, que serão também responsáveis pela curadoria da exposição a realizar no MAAT no primeiro trimestre de 2027
O artista vencedor irá receber da Fundação EDP um prémio de 20 mil euros, sendo que cada finalista receberá ainda seis mil euros para apoiar a produção da obra que fará parte da exposição prevista. Poderá, ainda, ser atribuída uma menção honrosa, no valor de cinco mil euros, a outro dos artistas selecionados.
Refira-se que a escolha final do vencedor será feita a partir dessa mesma exposição por um júri de premiação distinto daquele que selecionou os finalistas, e do qual farão parte os artistas Graça Morais, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez, entre outras personalidades nacionais e internacionais ligadas às artes plásticas e visuais.
O apoio de seis mil euros a cada finalista resulta da aplicação integral das receitas de um leilão de obras doadas por Graça Morais, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez, realizado no âmbito da gala comemorativa dos 20 anos da Fundação EDP.
Podem candidatar-se ao galardão artistas de nacionalidade portuguesa, residentes ou não em Portugal, bem como artistas estrangeiros residentes no país.
Nas 15 edições anteriores, o prémio distinguiu artistas como Joana Vasconcelos, Leonor Antunes, Vasco Araújo, Carlos Bunga, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Leonardo, André Romão, Gabriel Abrantes, Priscila Fernandes, Ana Santos, Mariana Silva, Claire de Santa Coloma, Diana Policarpo, Adriana Proganó e Alice dos Reis.
Os finalistas da 16.ª edição
Nascida em 1996, em Almada, Daniela Ângelo vive e trabalha em Lisboa e estudou Fotografia no Ar.Co – Centro de Artes e Comunicação Visual. A sua obra tem sido apresentada em exposições individuais, incluindo “Quimera” (2025), na Galeria Francisco Fino, e “Ovo Celeste” (2024), no Convento dos Capuchos. Em 2024, recebeu uma bolsa da parceria entre o Atelier-Museu Júlio Pomar e a Residency Unlimited, em Nova Iorque, e foi nomeada para a plataforma Plat(t)form, do Fotomuseum de Winterthur, na Suíça.
Com formação inicial em Cinema no Brasil, Eduardo Antonio, nascido em 1991, em São José do Rio Preto, vive e trabalha em Lisboa, onde concluiu um mestrado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A pintura é o principal meio da sua prática, que explora a relação entre o visível e o inconsciente. Desde 2021, tem exposto em Portugal, no Brasil, em França, Espanha e Inglaterra.
Artista multidisciplinar nascida em 1997, Inês Mendes Leal vive e trabalha em Lisboa, e a sua prática explora a ação do ar sobre as coisas e a possibilidade de recriar esse movimento no espaço expositivo, procurando dar forma ao que não é diretamente visível.
Entre Lisboa e Basileia, na Suíça, onde concluiu, em 2025, um mestrado no Institut Art Gender Nature, e onde vive e trabalha, Maria Paz Aires, nasceu em 1998, no Porto. Após a licenciatura em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, passou a desenvolver uma prática que cruza escultura, desenho e instalação.
A viver entre Londres e Lisboa, Sara Graça, nascida em 1993, na capital portuguesa, trabalha com instalação, escultura, desenho, fotografia e filme, numa prática que questiona a ideia de uma identidade individual fixa, explorando estados de porosidade e impermanência. Em 2025-2026, apresentou a exposição individual “Boa Good Sorte Luck”, na Culturgest, em Lisboa, e foi selecionada para o programa britânico New Contemporaries, com exposição realizada no Institute of Contemporary Art, em Londres, em 2025.
Sofia Mascate nasceu em 1995, em Abrantes, e vive e trabalha em Viena, na Áustria, tendo concluído um mestrado em Estudos Críticos na Academy of Fine Arts Vienna, em 2024, e outro em Pintura, em Hamburgo, na Alemanha, em 2020. Em 2024, foi uma das vencedoras da terceira edição do Concurso Caixa Jovens Artistas e participou na residência UmbigoLAB x ArtWorks.
A pintura de Teresa Murta, nascida em 1993, em Portugal, cruza elementos naturais e artificiais, explorando universos fantásticos e absurdos para construir universos alternativos e inesperados. Adotou Berlim, na Alemanha, como residência e local de trabalho. Expôs em Lisboa e no Porto, em 2026 e 2025, respetivamente, e tem feito apresentações individuais em Nova Iorque, Los Angeles, Bucareste e Londres.
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