Recolha seletiva de embalagens cresce 1,1% até setembro, mas continua insuficiente para cumprir metas
A recolha seletiva de resíduos de embalagens aumentou 1,1% nos primeiros nove meses de 2026, face ao período homólogo, para 373.182 toneladas, mas o crescimento continua a ser insuficiente para assegurar o cumprimento das metas nacionais, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Novo Verde.
Entre janeiro e setembro, o papel e cartão foi o material que mais contribuiu, em volume, para o aumento das quantidades retomadas no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), com uma subida de 4,4%, para 127.919 toneladas. A madeira registou o crescimento percentual mais expressivo, de 24,9%, atingindo 2.611 toneladas, enquanto as embalagens de cartão para alimentos líquidos avançaram 2,7%, para 5.990 toneladas.
O vidro manteve-se como o material com maior volume retomado, com 166.157 toneladas, mais 0,7% do que no mesmo período de 2025. Este material representa cerca de 45% do total da recolha seletiva no SIGRE, pelo que a melhoria do seu desempenho pode ter um impacto determinante nos resultados nacionais, salienta a entidade gestora de resíduos de embalagens.
Em sentido contrário, o plástico, o aço e o alumínio registaram quebras. A retoma de plástico diminuiu 3,8%, para 63.477 toneladas, enquanto a de aço recuou 6%, para 5.398 toneladas. No alumínio, a redução foi de 4,6%, para 1.630 toneladas.
“A evolução registada até setembro é positiva e mostra que o trabalho desenvolvido no terreno está a produzir resultados”, afirma o diretor-geral da Novo Verde, Pedro Simões, citado no comunicado, reconhecendo o esforço dos municípios, dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos, responsáveis pela recolha e triagem, e dos restantes parceiros.
O responsável adverte, contudo, que “um crescimento de 1,1% ainda não é suficiente perante a exigência das metas que temos de cumprir”. “O vidro, pelo seu peso no conjunto dos materiais retomados, é um aliado determinante, mas precisamos de acelerar em todos os fluxos, em particular naqueles que continuam a registar quebras”, acrescenta.
Para aumentar a participação na reciclagem, a Novo Verde indica que vai manter a aposta em iniciativas de sensibilização e literacia ambiental, como a Geração Verdão e o Transformarium, bem como no investimento em inovação e em redes de recolha própria. A entidade prevê também continuar a trabalhar com municípios, sistemas de gestão de resíduos urbanos, operadores e empresas para captar mais embalagens para reciclagem.
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